Lula deve sugerir que o busquem no sindicato

No carro de som diante do sindicato, políticos e sindicalistas se revesam com falas em defesa de Lula, contra Moro e a decisão do Supremo de negar habeas corpus a Lula. Vicentinho do PT disse que estão questionando o que farão diante da decisão do Suprem

Ex-presidente Lula, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Ex-presidente Lula, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC  - Foto: Nelson Antoine

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava reunido com advogados para definir sua estratégia por volta das 16h desta sexta-feira (6). Mas a tendência é sugerir que o busquem em São Bernardo do Campo. Petistas afirmam que ele não está recusando a se entregar. Só vai esperar o cumprimento da ordem de prisão.

No carro de som diante do sindicato, políticos e sindicalistas se revesam com falas em defesa de Lula, contra Moro e a decisão do Supremo de negar habeas corpus a Lula.
Vicentinho do PT disse que estão questionando o que farão diante da decisão do Supremo, que ele chamou de Supremo de frango, e afirmou que haverá resistência.

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"Quando o Estado é opressor, os oprimidos têm direito à desobediência civil e é por isso que estamos com Lula", disse.

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) afirmou que Lula está sendo vítima de uma perseguição política por ser nordestino, ter coragem, ousadia, disputar o poder e fazer o melhor governo que o país já teve. "Pensam que o Lula é um só, mas ele está em cada um de nós. Quem aqui é, Lula?", perguntou sendo aplaudida pelos manifestantes.

O deputado Marco Maia (RS) falou a militantes que as elites do país "estão mexendo com fogo, com perigo" e declarou que quem mexer com Lula, terá que aguentar a militância do partido. "A força não está na avenida Paulista, nas elites, mas na rua com o povo."

Os manifestantes agora acompanham um ato inter-religioso, com término previsto para às 17h.

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Entenda o caso:
Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia foram denunciados pelo Ministério Público Federal, por serem supostamente os verdadeiros donos de um triplex no Guarujá. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS eram parte de pagamento de propina da empreiteira, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras.

O imóvel teria sido reservado para o ex-presidente, mesmo sem ter havido transferência formal, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (ou lavagem de dinheiro). O valor dos recursos citados chegaria a R$ 2,2 milhões.

Em 12 de julho de 2017, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Com a condenação, a defesa apelou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, segunda instância da Justiça, para reverter a decisão de Moro, juiz de primeira instância.

A condenação em segunda instância aumentou o período de reclusão para 12 anos e 1 mês, no dia 24 de janeiro de 2018, em uma sessão que durou mais de oito horas.
No dia 4 de abril, com o placar final de 6 a 5, os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) negaram o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Lula na tentava de impedir a execução provisória da pena imposta a partir da confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os advogados do ex-presidente sempre negaram as acusações, sustentaram que o julgamento foi “político” e que houve cerceamento da defesa. No dia seguinte (5 de abril), menos de 18 horas depois, o juiz Sérgio Moro recebeu um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região informando que já não havia obstáculos legais para o início do cumprimento da pena do petista e emitiu a ordem de prisão em seguida.

 

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