Sex, 17 de Julho

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Política

Lula deve usar discurso no G7 para defender multilateralismo

A expectativa do Palácio do Planalto é que o discurso tenha um tom político, sem transformar o encontro em um palco de confronto direto

Presidente LulaPresidente Lula - Foto: Canal Gov/Reprodução

O presidente Lula (PT) deve aproveitar sua fala na cúpula do G7, hoje, na França, para reforçar a defesa do multilateralismo e enviar recados aos Estados Unidos em meio à disputa comercial provocada pelas novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. A expectativa do Palácio do Planalto é que o discurso tenha um tom político, sem transformar o encontro em um palco de confronto direto.

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que os argumentos brasileiros contra o tarifaço já foram apresentados aos representantes norte-americanos por meio das negociações comerciais em andamento. Por isso, a tendência é que Lula use a visibilidade internacional do G7 para defender regras mais equilibradas para o comércio global e a importância do diálogo entre as nações.

O presidente brasileiro também deve reforçar a crítica a medidas protecionistas e destacar a necessidade de preservar instituições multilaterais diante de um cenário de crescentes tensões econômicas e geopolíticas. A participação no encontro ocorre em um momento de esforço do governo brasileiro para ampliar parcerias comerciais e reduzir a dependência de mercados específicos.

Embora a presença de Trump no mesmo evento alimente expectativas sobre uma possível conversa entre os dois líderes, o governo brasileiro não solicitou uma reunião bilateral formal. Ainda assim, uma conversa informal entre os presidentes não está totalmente descartada durante a programação do encontro.

Convidado pela França para participar da cúpula, Lula chega ao seu décimo encontro do G7 com o objetivo de reposicionar o Brasil nos debates internacionais sobre economia, meio ambiente e governança global. A fala do presidente será acompanhada de perto por aliados e pelo mercado, especialmente pelo potencial de sinalizar os próximos passos da relação entre Brasília e Washington.

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