Lula fecha negociação com PF e decide se entregar neste sábado

Lula tentava negociar com a PF para que a ordem de prisão fosse cumprida apenas na segunda-feira (9), mas houve acordo para que o petista se entregasse no sábado

LulaLula - Foto: Evaristo Sá/AFP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se entregar à Polícia Federal neste sábado (7), após a missa que será realizada pela manhã em São Bernardo do Campo (SP) em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia. O petista se reuniu no fim da noite dessa sexta (06) com aliados e advogados para acertar os detalhes da apresentação.

Lula tentava negociar com a PF para que a ordem de prisão fosse cumprida apenas na segunda-feira (9), mas houve acordo para que o petista se entregasse no sábado. O ex-presidente quer se apresentar aos policiais no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC de maneira voluntária, mas ainda há dúvidas sobre a maneira como ele deixará o prédio em que está desde a última quinta (5).

Ele pretende evitar enfrentamentos entre militantes e os agentes que serão enviados para prendê-lo. A PF enviará um carro descaracterizado para buscar o ex-presidente, em acordo com os advogados do petista.

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Entenda o caso:
Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia foram denunciados pelo Ministério Público Federal, por serem supostamente os verdadeiros donos de um triplex no Guarujá. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS eram parte de pagamento de propina da empreiteira, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras. O imóvel teria sido reservado para o ex-presidente, mesmo sem ter havido transferência formal, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (ou lavagem de dinheiro). O valor dos recursos citados chegaria a R$ 2,2 milhões.

Triplex do Guarujá: Justiça diz que Lula e Marisa eram donos; defesa nega

Triplex do Guarujá: Justiça diz que Lula e Marisa eram donos; defesa nega - Foto: Reprodução/PT

Em 12 de julho de 2017, o juiz de primeira instância Sérgio Moro,  da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. A defesa apelou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) - em Porto Alegre, segunda instância da Justiça - , mas Lula foi condenado novamente, no dia 24 de janeiro de 2018, e teve a pena aumentada para 12 anos e 1 mês de reclusão

No dia 4 de abril, com o placar final de 6 a 5, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Lula na tentava de impedir a execução provisória da pena imposta a partir da confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os advogados do ex-presidente sempre negaram as acusações, sustentaram que o julgamento foi político e que houve cerceamento da defesa. No dia seguinte (5 de abril), o juiz Sérgio Moro recebeu um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região informando que já não havia obstáculos legais para o início do cumprimento da pena do petista e emitiu a ordem de prisão em seguida.

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