Lula pede suspeição de juiz da Lava Jato

Gebran é o relator de outro recurso da defesa do petista, este contra o juiz Sergio Moro, responsável pelos casos da Operação Lava Jato na primeira instância.

Deputado estadual Aluísio Lessa (PSB)Deputado estadual Aluísio Lessa (PSB) - Foto: Divulgação

SÃO PAULO (Folhapress) - A defesa do ex-presidente Lula entrou, ontem, com um protocolo jurídico chamado “exceção de suspeição”, contra o juiz João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região. O procedimento visa afastar um juiz de um caso sob alegação de que ele não está em condições de atuar de maneira imparcial, geralmente por ser próximo de uma das partes ou ter interesses pessoais na causa.
Gebran é o relator de outro recurso da defesa do petista, este contra o juiz Sergio Moro, responsável pelos casos da Operação Lava Jato na primeira instância. O julgamento desse procedimento, protocolado em junho, está previso para hoje.
A defesa pede que Gebran se declare suspeito e repasse o processo para outro juiz ou que o julgamento seja adiado. Os advogados argumentam que o juiz do TRF recusou-se a responder se é amigo íntimo de Moro e afirmam que há suspeitas de que exista uma relação de “apadrinhamento” entre os dois. Antes de entrar com o recurso, a defesa havia pedido que Gebran esclarecesse se é padrinho de um dos filhos do juiz paranaense.

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