Macri chega ao Planalto para tratar de comércio, investimento e segurança

Presidente da Argentina veio para estreitar as relações comerciais entre os países

Mauricio MacriMauricio Macri - Foto: Stephanie Keith/Getty Images North America/AF

O presidente da Argentina, Maurício Macri, acaba de chegar ao Palácio do Planalto, onde se reunirá com o presidente Michel Temer. A reunião, com a participação de autoridades dos dois países, tem por objetivo discutir medidas que eliminem barreiras e estreitem as relações comerciais entre os países, ambos integrantes do Mercosul, bem como ampliar as parcerias com países de outros blocos comerciais, como a União Europeia.

A expectativa é de que os presidentes e suas equipes tratem de assuntos relativos a comércio e investimentos, segurança das fronteiras, integração e desenvolvimento fronteiriços, ciência e tecnologia, e defesa.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 583,2 bilhões, a Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Juntos, os dois países respondem por 84% das exportações do bloco além de dois terços do PIB da América do Sul.

Após a reunião no Planalto, Macri participará de um almoço no Palácio do Itamaraty e, em seguida, será recebido no Congresso Nacional pelos presidentes das duas Casas, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o deputado Ricardo Maia (DEM-RJ). De lá vai ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde será recebido pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

Parceria

Diversos setores da economia argentina recebem investimentos brasileiros. É o caso de setores como mineração, siderurgia, petrolífero, bancário, automotivo, alimentos, têxtil, calçadista, máquinas agrícolas e construção civil. Mais de 130 empresas brasileiras se instalaram na Argentina, representando um estoque de investimento de cerca de US$ 12 bilhões. Já as empresas argentinas investiram cerca de US$ 8 bilhões no Brasil.

O comércio bilateral aumentou de US$ 7,1 bilhões em 2002 para US$ 28,4 bilhões em 2014, tendo registrado um pico de US$ 39,6 bilhões em 2011. Entre 2015 e 2016, esse intercâmbio apresentou redução de US$ 23,08 bilhões para US$ 22,5 bilhões, em decorrência da retração das duas economias.

No ano de 2016, mais de 40% do comércio bilateral teve como base o setor automotivo. De acordo com o Itamaraty, trata-se de um setor estratégico para o desenvolvimento dos dois países, tendo em vista seus efeitos diretos e indiretos sobre o conjunto da economia.

Veja também

Em cúpula de Biden, Bolsonaro deve reciclar discurso de Salles sem detalhar estratégia
Meio Ambiente

Em cúpula de Biden, Bolsonaro deve reciclar discurso de Salles sem detalhar estratégia

STF decidirá se mantém declaração de parcialidade de Moro e se processos de Lula vão para DF ou SP
LULA

STF decidirá se mantém declaração de parcialidade de Moro e se processos de Lula vão para DF ou SP