Maggi diz que denúncia da PGR o pegou de surpresa e nega elo com esquema

As acusações estão relacionadas a uma suposta participação em esquema de compra e venda de vagas no TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Mato Grosso em 2009, quando era governador.

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi Ministro da Agricultura, Blairo Maggi  - Foto: Adriano Machado / Reuters

Denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob a acusação de corrupção ativa, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ter sido pego de surpresa pela denúncia, afirmou que o tema foi "requentado" e negou envolvimento com o caso.

As acusações estão relacionadas a uma suposta participação em esquema de compra e venda de vagas no TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Mato Grosso em 2009, quando era governador.

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"Sim [pego de surpresa], porque é um fato inclusive já enterrado, vamos chamar assim. Ele veio em 2014, aí em 2016 houve o arquivamento, inclusive foi o motivo de eu ter ido para o ministério, porque se não tivesse tido esse arquivamento, eu nem teria ido para o ministério", afirmou ele nesta sexta-feira (4) em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), em visita à Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação).

Maggi disse que o assunto foi "requentado", "sem novas provas, sem nada". "Posso dizer com toda tranquilidade que não pratiquei o que lá está dito, agora o Ministério Público tem o direito, pode fazer as ilações que quiser fazer e eu vou me defender dentro do processo. Estou absolutamente tranquilo."

No pedido enviado ao STF, além da condenação pelo crime, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requer a perda da função pública do ministro - que tem mandato de senador - e a reparação de dano patrimonial no valor de R$ 4 milhões.
Ela também solicita o pagamento de indenização por danos morais coletivos pelos prejuízos provocados na imagem das instituições.

No documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), ela afirma que foram feitos pagamentos ao então conselheiro Alencar Soares Filho para que ele se aposentasse e deixasse o posto - que é vitalício. Os valores das propinas teriam chegado a R$ 12 milhões, informou a PGR.

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