Maia baixa o tom e agora diz que agenda do governo será pautada

Ele citou a privatização da Eletrobras, afirmando que vai instalar uma comissão para votar a proposta até 15 de abril

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo MaiaPresidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que boa parte das medidas econômicas propostas pelo governo Michel Temer (MDB) em substituição à reforma da Previdência será aprovada até meio do ano. Embora tenha criticado o plano, chamando-o de "plano V de velho", disse que os projetos devem avançar na Câmara.

Em entrevista à imprensa em Belo Horizonte, Maia citou a privatização da Eletrobras, afirmando que vai instalar uma comissão para votar a proposta até 15 de abril. Maia afirmou também que a reoneração da folha de pagamento está pronta para ser votada no plenário, o que deve ocorrer em uma ou duas semanas.

O presidente da Câmara, porém, ponderou que talvez não haja tempo hábil para votar a autonomia do Banco Central, por exemplo. Maia voltou a criticar as 15 medidas anunciadas pelo Planalto dizendo que não focam o cerne do problema. "Os projetos podem avançar, mas não tratam de redução de despesas. A reforma dos gastos é importante e fundamental."

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O deputado viajou à capital mineira para participar do anúncio de repasses de verbas federais para a educação municipal. O ministro da educação, Mendonça Filho, também participou. Ele lançou o nome de Maia como candidato do DEM ao Planalto. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), também estava presente.

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