Maia diz que Guedes é injusto e afirma que governo é 'usina de crises'

Maia já afirmou diversas vezes que a reforma da Previdência seria aprovada mesmo sem articulação do governo Bolsonaro

Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM) Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM)  - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu as críticas feitas pelo ministro Paulo Guedes (Economia) às modificações na reforma da Previdência. Guedes afirmou que o Congresso cedeu ao lobby de servidores e que as modificações podem abortar a nova Previdência.

Segundo Maia, Câmara blindou o congresso de crises diárias provocadas pelo governo. "Dessa vez infelizmente foi meu amigo Guedes", afirmou Maia em coletiva de imprensa em São Paulo.

"Quero saber por que o ministro Guedes assinou uma regra de transição mais flexível no projeto de reforma para os militares", disse Maia em referência a críticas sobre mudanças na transição de servidores.

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O presidente da Câmara também se disse triste pelas afirmações de Guedes em relação ao relatório apresentado na véspera e acrescentou que o país pode entrar em uma nova fase em que o Parlamento pode ter mais liderança na aprovação de pautas. "Essa não é a reforma de Bolsonaro, é a reforma do Brasil", afirmou, garantindo que o projeto será aprovado "apesar das confusões do governo".

Maia já afirmou diversas vezes que a reforma da Previdência seria aprovada mesmo sem articulação do governo Bolsonaro. Desde março, executivo e legislativo disputam sobre a responsabilidade de articular votos para a aprovação de novas regras para a aposentadoria.

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