Maia rebate Temer e diz que haverá quórum para votar denúncia na quarta

"Nosso papel é votar. Quem quiser vota sim, quem quiser vota não. Mas não votar é manter o país parado."

Rodrigo MaiaRodrigo Maia - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu em tom crítico a avaliação do presidente Michel Temer (PMDB) de que não haverá quórum para votar a denúncia na semana que vem.

"Na minha opinião, haverá quórum", disse nesta sexta-feira (28). "O Brasil precisa de uma definição sobre esse assunto e não se pode, do meu ponto de vista, respeitando a opinião de cada um, se jogar com um assunto tão grave como uma denúncia oferecida pela PGR contra o presidente da República", afirmou após almoçar com o prefeito de São Paulo em exercício, Milton Leite (DEM).

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"Nosso papel é votar. Quem quiser vota sim, quem quiser vota não. Mas não votar é manter o país parado."

Maia negou que tenha traçado estratégias no jantar na véspera com Temer no Palácio do Jaburu.

VEJA COMO SERÁ A SESSÃO NA CÂMARA

- A sessão está marcada para 2 de agosto, volta do recesso parlamentar, às 9h

- Para iniciar as discussões, 52 dos 513 deputados devem registrar presença no plenário

- Nos primeiros 25 minutos, fala o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), relator do parecer favorável a Temer, aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)

- Pelo mesmo tempo falam Michel Temer ou seus advogados

- Deputados que se inscreverem podem falar por até cinco minutos cada

- A fase de votação começa com a presença em plenário de 342 deputados. Primeiro, falam dois oradores de cada lado e os líderes partidários para orientar o voto

- Depois, os parlamentares são chamados em ordem alfabética, por Estado, em voto aberto

- Para proclamar o resultado, são necessários pelo menos 342 votantes. Se o número não for atingido, é convocada sessão para nova votação

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