Maior cabo eleitoral foi o desgaste da atual gestão

O que a motivou a entrar na disputa, mesmo doente, foi Simões, a voz mais aguerrida da oposição; e a situação de abandono em que a cidade se encontra

É o tchan É o tchan  - Foto: Divulgação

 

Sandra Magalhães filiou-se ao PT a pedido do principal líder da oposição em Calumbi, Cícero Simões, que governou o município por dois mandatos. Natural de Serra Talhada, distante 18 km, a prefeita eleita foi gerente do Banorte nos anos 90, mas devido ao fechamento do banco montou duas farmácias, uma em Serra e outra em Calumbi - a única que continua aberta - que funciona há mais de 15 anos, servindo de instrumento para o contato com a população e, consequentemente, consolidando sua popularidade.

O que a motivou a entrar na disputa, mesmo doente, foi Simões, a voz mais aguerrida da oposição; e a situação de abandono em que a cidade se encontra. “Aqui, os aposentados estão há oito meses sem receber vencimentos, os servidores da Prefeitura, em geral, há dois meses. A saúde está sucateada, com um hospital desestruturado, sem médico, sem ambulância e sem remédio”, diz Sandra, para quem seu maior cabo eleitoral foi o desgaste do prefeito.

Apesar de petista histórica, Sandra admite que não usou o partido, desgastado em nível nacional, como bandeira em sua campanha. “O tom da campanha foi municipalizado, mas aqui Lula e Dilma ainda reinam absolutos e eu não tive problemas por ser do PT”, afirmou. Diferente de outros municípios sertanejos, que não abrem espaços na política para mulheres, com a eleição de Sandra o município mantém a tradição de ter uma saia à frente do poder. É a quarta prefeita a ser eleita, sequenciando Alice Lima, Maria de Lourdes e Jozenice Alves.

 

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