Mais violência no interior do Estado

Somente nesta semana, foram contabilizados quatro casos de agressão contra candidatos

Jorge Aragão é uma das atrações do projeto "Os Reis do Samba", que acontece no Recife neste sábado (8)Jorge Aragão é uma das atrações do projeto "Os Reis do Samba", que acontece no Recife neste sábado (8) - Foto: Marcos Hermes/Divulgação

 

É crescente o clima de medo, às vésperas da eleição. No Brasil, em 12 estados, candidatos foram alvos de crimes e atentados com possível motivação política e, desde o início oficial da campanha em agosto, aproximadamente 20 candidatos a prefeito e vereador foram assassinados. Em Pernambuco, somente essa semana, já somam quatro o número de casos de agressões contra postulantes ou correligionários. Os dois episódios mais graves e recentes aconteceram na Zona da Mata.

Na madrugada desta quinta, o alvo foi o prefeito de Camutanga, Armando Pimentel (PSB), que tenta a reeleição e teve a casa, localizada no centro do município, atingida por balas. Com a justificativa de que há, na cidade, suspeita de compra de votos e perigo à sua vida, Pimentel chegou a procurar o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), para obter reforço policial durante as eleições. O outro caso envolveu o candidato de Itambé, João Velozo (PSD), e a sua vice, Jéssica Santos.

Na manhã desta quinta-feira, após compromissos de campanha, quando dirigia por uma estrada na Zona Rural do município, ele foi surpreendido por um individuo, que efetuou diversos disparos contra seu veículo. O candidato perdeu o controle do carro, que acabou capotando.

Na última segunda-feira, em Agrestina, cidade localizada no Agreste do Estado, o carro da coordenadora de campanha da candidata à prefeitura local, Carmen Miriam (PSB), foi alvejado por tiros enquanto seguia para Caruaru, cidade vizinha. Em Ipojuca, Romero Sales (PTB) relatou diversos incidentes, incluindo pedras que foram atiradas no palanque em que discursava. Já o candidato a vereador na cidade de Vicência, Márcio Rogério Araújo de Fontes (PSDB), confessou, durante depoimento aos delegados, que forjou o próprio sumiço na última segunda-feira. Ele foi expulso do partido e a polícia deve indiciá-lo por falsa comunicação de crime.

Acirramento
O cientista político Hely Ferreira avaliou que o acirramento político, que ganhou as ruas desde as eleições presidenciais de 2014 e intensificou nos momentos pré-impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), trouxe à tona práticas comuns à velha política.

“Vivemos uma era em que o mal foi banalizado. Trata-se de uma prática da velha política que saiu do Interior para os grandes centros”, analisou.

 

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