Malafaia apresenta Douglas Ruas em igreja após romper com Paes na eleição ao governo do Rio
Pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo saudou um dos cotados do PL para concorrer ao Palácio Guanabara, durante inauguração de templo em Cabo Frio
Um dia após anunciar seu rompimento com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), na eleição deste ano, o pastor Silas Malafaia apresentou Douglas Ruas — um dos cotados do PL para concorrer ao governo estadual — aos fiéis durante a inauguração de um templo religioso em Cabo Frio (RJ).
Malafaia esteve em Cabo Frio no sábado, para inaugurar uma nova unidade de sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Ao apresentar Douglas, o pastor pediu a ele que ficasse de pé e sinalizou que "coisas boas" virão no caminho do secretário.
— Fica de pé, Douglas. Vocês podem dar um aplauso, por favor? (Vem aí) Coisas boas, não é coisa ruim, não — disse Malafaia.
Leia também
• Lula se diz confiante em acordo com EUA após nova taxação de Trump
• Pode ou não pode? Enredo sobre Lula no carnaval reforça terreno pantanoso da pré-campanha
• Nikolas diz que Eduardo Bolsonaro 'não está bem' e defende Michelle de críticas de 'amnésia'
Durante o evento, Douglas fez elogios a Malafaia, a quem chamou de "referência", e também lembrou sua própria atuação como secretário de Cidades do governo estadual.
— O pastor Silas Malafaia é uma referência. Tenho certeza que aqui será uma casa de muitas bençãos. E é sempre um prazer estar aqui na Região dos Lagos, onde temos muitas obras — disse Douglas em entrevista à página "Talkshow dos Lagos".
A candidatura de Douglas ao governo do Rio tem como principal fiador o deputado federal Altineu Côrtes, um dos caciques do PL no estado. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também já sinalizou simpatia pela candidatura, mas o partido ainda se divide entre Douglas e o chefe da Polícia Civil fluminense, Felipe Curi.
Apesar de ter historicamente boa relação com Paes, Malafaia afirmou na semana passada que atuará contra a candidatura do prefeito do Rio ao governo estadual. O pastor argumentou que Paes "escolheu o lado do (presidente) Lula", e que não poderia apoiá-lo nessas circunstâncias.

