Manifestantes comemoram demissão de Geddel em Salvador

Os manifestantes criticaram o empreendimento de 30 andares, que está sendo erguido próximo a monumentos tombados

"Marcha da Família com Bolsonaro", na Boa Viagem"Marcha da Família com Bolsonaro", na Boa Viagem - Foto: Divulgação

Um grupo de manifestantes comemorou a demissão do ministro Geddel Vieira Lima nesta sexta-feira (25) em frente ao edifício "La Vue", na Ladeira da Barra, em Salvador.

Os manifestantes criticaram o empreendimento de 30 andares, que está sendo erguido próximo a monumentos tombados. Também pediram o impeachment do presidente Michel Temer (PMDB).

Geddel deixou no cargo após ter sido acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo pela liberação do edifício "La Vue" pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) . A Folha revelou que parentes do ministro atuavam na defesa do empreendimento.

O protesto reuniu sindicatos filiados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), estudantes, deputados, vereadores e militantes de partidos como PT, PCdoB e PSOL.

Os manifestantes lembraram os cortes feitos no programa Minha Casa, Minha Vida na gestão Temer e criticaram o empenho de membros do governo em liberar um empreendimento privado na capital baiana.

"A queda do Geddel não resolve o problema do uso do governo federal para atender a interesses privados. Entendemos que também houve interferência do ministro [Eliseu] Padilha e do [presidente Michel] Temer", afirmou Walter Takamoto, da Frente Brasil Popular.

Presente ao protesto, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) afirma que o caso do "La Vue" demostra "os métodos arcaicos" do governo Temer: "O presidente cometeu crime de responsabilidade por ir ao encontro de interesses privados de um de seus ministros".

Os manifestantes ainda serviram churrasco de linguiça suína, numa referência a um apelido de adolescência de Geddel. E também criticaram o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), por liberar a empreendimento.

Após o ato em frente ao "La Vue", os manifestantes saíram em passeata até o prédio onde mora o ex-ministro, no Jardim Apipema.

O protesto, que já estava marcado antes da demissão do ministro, reuniu 400 pessoas, segundo os organizadores.

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