Manifestantes em Curitiba apoiam prisão de Lula; veja fotos

Nas ruas, grupos comemoravam a ordem de prisão emitida pelo juiz Sérgio Moro

Em Curitiba, manifestante representa boneco de Lula preso junto com garrafa da cachaça 51, cujo slogan era "Uma boa ideia"Em Curitiba, manifestante representa boneco de Lula preso junto com garrafa da cachaça 51, cujo slogan era "Uma boa ideia" - Foto: Heuler Andrey / AFP

Manifestantes contrários ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram às ruas de Curitiba nesta sexta-feira (6). Levando bonecos vestidos com roupas de presidiário, manifestantes pedem a prisão do ex-presidente. 

Um grupo se concentrou em frente à sede da Superintendência Regional do Paraná da Polícia Federal (PF) e chegou a celebrar a prisão do ex-presidente. Os manifestantes portavam faixas, bandeiras do Brasil e Pixuleco.

Também do lado de fora, jornalistas aguardam a chegada do ex presidente Lula em frente à sede PF.


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Entenda o caso:
Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia foram denunciados pelo Ministério Público Federal, por serem supostamente os verdadeiros donos de um triplex no Guarujá. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS eram parte de pagamento de propina da empreiteira, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras. O imóvel teria sido reservado para o ex-presidente, mesmo sem ter havido transferência formal, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (ou lavagem de dinheiro). O valor dos recursos citados chegaria a R$ 2,2 milhões.

Em 12 de julho de 2017, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Com a condenação, a defesa apelou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, segunda instância da Justiça, para reverter a decisão de Moro, juiz de primeira instância. A condenação em segunda instância aumentou o período de reclusão para 12 anos e 1 mês, no dia 24 de janeiro de 2018, em uma sessão que durou mais de oito horas.

No dia 4 de abril, com o placar final de 6 a 5, os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) negaram o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Lula na tentava de impedir a execução provisória da pena imposta a partir da confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os advogados do ex-presidente sempre negaram as acusações, sustentaram que o julgamento foi “político” e que houve cerceamento da defesa. No dia seguinte (5 de abril), menos de 18 horas depois, o juiz Sérgio Moro recebeu um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região informando que já não havia obstáculos legais para o início do cumprimento da pena do petista e emitiu a ordem de prisão em seguida.

 

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