Marcelo Odebrecht fecha delação premiada na Lava Jato

Segundo uma fonte, os acordos, incluindo o do o ex-presidente da Odebrecht, estão um tom abaixo da expectativa dos procuradores

Delação inaugurará a fase mais impactante da Lava JatoDelação inaugurará a fase mais impactante da Lava Jato - Foto: Heuler Andrey / AFP

 

Após oito meses de negociação, o empresário Marcelo Odebrecht fechou o acordo com os procuradores da Operação Lava Jato para fazer a sua delação premiada. Também já foram fechados os acordos de delação de mais de 50 executivos e funcionários da empreiteira. Outros acordos ainda estão pendentes de acertos finais entre investigadores e investigados.

Segundo uma fonte, os acordos, incluindo o do o ex-presidente da Odebrecht, estão um tom abaixo da expectativa dos procuradores, mas ainda assim, são abrangentes. Para pessoas com acesso à investigação, as acusações atingem “de forma democrática” líderes de todos os grandes partidos que estão no governo ou na oposição. No caixa dois da Odebrecht não havia distinção partidária ou ideológica, diz essa fonte. A regra era exercer o pragmatismo na guerra pelos melhores contratos com a administração pública.

Os acordos foram fechados há mais de duas semanas, depois de exaustivas negociações, e deverão ser assinados ao fim dos depoimentos, que devem ser concluídos entre o fim deste ano e o início de 2017. Só depois de homologados é que darão base a novos pedidos de inquérito e, então, à fase mais impactante da Lava Jato desde o início das investigações, em março de 2014.

Os delatores deverão falar também sobre corrupção no período anterior ao primeiro mandato do ex-presidente Lula. Na fase preliminar das negociações do acordo, Marcelo Odebrecht e outros executivos citaram pelo menos 130 deputados, senadores e ministros e 20 governadores e ex-governadores. Entre os nomes citados estão o do presidente Michel Temer, e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), José Serra (Relações Exteriores) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

 

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