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Marília Campos elogia nomes do MDB e PSB e falará com Lula contra candidatura do PT em MG

Presidente brasileiro defende o nome da ex-prefeita de Contagem ao governo de Minas Gerais, mas ela avalia que outros nomes são mais viáveis

A pré-candidata ao Senado, Marília Campos, com Jarbas Soares (à esquerda) e Gabriel Azevedo (à direita)A pré-candidata ao Senado, Marília Campos, com Jarbas Soares (à esquerda) e Gabriel Azevedo (à direita) - Foto: Instagram/Reprodução

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), fez mais um gesto neste sábado (27) contra a pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Partido dos Trabalhadores para que ela seja candidata ao governo de Minas Gerais.Ela elogiou os pré-candidatos a governador Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares (PSB) durante uma agenda de campanha em Montes Claros (MG) ao lado deles. O compromisso e o gesto da ex-prefeita foram antecipados pela Coluna do Estadão.

Após o evento, Marília reforçou que é pré-candidata ao Senado e que dirá isso ao presidente do PT, Edinho Silva, com quem deve ter uma conversa ainda neste fim de semana. Ele foi enviado a Minas Gerais por Lula para convencer a ex-prefeita a disputar o Palácio Tiradentes.

"A minha discussão não é dar um 'não' ou um 'sim'. A minha discussão é apresentar uma proposta onde defendo uma estratégia para ganhar as eleições, tanto para o governo como para o Senado, e também para eleger uma boa bancada de deputados federais e estaduais para ajudar na construção da governabilidade do presidente Lula. E é isso que vou apresentar para o presidente Lula", disse Marília em Montes Claros.

Não está claro quando ela conversará com o presidente do partido. A ex-prefeita não participou das agendas realizadas pelo presidente Lula na semana passada em Minas Gerais, o que foi interpretado como o sinal mais forte de seu descontentamento com a articulação.

Marília também não participou de uma reunião de integrantes do PT mineiro com Lula na quarta-feira (24), em que a decisão de lançar candidato próprio foi reafirmada. A pressão sobre a ex-prefeita de Contagem cresceu ainda mais após o encontro.

Em Montes Claros, a petista disse "gostar muito" de Soares e que Azevedo tem demonstrado "muita disposição e consistência" em suas propostas para Minas Gerais.

Marília afirmou que trabalhará por uma frente ampla com MDB, PSB e o PDT, que tem como pré-candidato o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). O recado dela é claro: seu desejo é permanecer como concorrente ao Senado, enquanto a chapa é encabeçada por uma dessas siglas.

"Tem uns que preferem o Jarbas, tem outros que preferem o Gabriel, mas eu acho que a discussão não é de preferência. [...] E nós vamos, a partir dessa estratégia definida, (discutir) qual é o melhor nome para ser o candidato ao governo e eu como pré-candidata ao Senado", declarou ela.

Gabriel Azevedo retribuiu os elogios, disse que Marília "transborda o PT" e demonstrou disposição para construir a aliança mencionada pela ex-prefeita.

"Se Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e Carlos Lacerda sentaram-se numa mesa para defender a democracia, 'ai' daqueles que acham que é impossível se sentar para conversar com o diferente", afirmou ele.

Jarbas Soares, por sua vez, disse que a petista é corajosa. "Essas posições que ela tomou aqui e declarou são de coragem, de uma pessoa de bom senso que dialoga", declarou, acrescentando que votará em Marília para senadora.

Não é apenas Lula que tem dito ter dificuldades em fechar o palanque no segundo maior colégio eleitoral do País. O senador Flávio Bolsonaro (PL) já expressou seu apoio ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que só decidirá após o final da Copa do Mundo se será candidato ao governo.

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