A-A+

Marinho diz que mais pobres têm pressa de Reforma da Previdência

Segundo o secretário, mesmo os que não apoiam a proposta do governo têm apresentando sugestões

Rogério Marinho, Secretário especial de Previdência, fala sobre economia com a reforma da previdênciaRogério Marinho, Secretário especial de Previdência, fala sobre economia com a reforma da previdência - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Na expectativa de que a reforma da Previdência avance ainda nesta semana na Câmara dos Deputados, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, um dos fiadores do texto proposto pelo governo, alertou que a sociedade tem pressa e quer a aprovação da mudança legislativa. Depois de explicar detalhes da proposta em um debate com deputados na manhã de hoje (16), Marinho afirmou que todos reconhecem a necessidade da reforma.

Segundo o secretário, mesmo os que não apoiam a proposta do governo têm apresentando sugestões. "Ninguém pode negar a necessidade de reestruturação do sistema previdenciário e o déficit, que é cruel com os mais pobres. Ou nós enfrentamos isso, ou vamos continuar prejudicando quem já sofre mais”, afirmou Marinho.

O texto está em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e deveria ter sido discutido na reunião de segunda-feira (15), mas a discusão acabou sendo adiada por uma inversão de pauta que priorizou a votação do orçamento impositivo. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu que os parlamentares se concentrem hoje no debate até a madrugada, se necessário, para que a reforma seja votada nesta quarta-feira (17).

Leia também:
Maia quer que CCJ vote reforma da Previdência ainda nesta semana
Em aceno a Guedes, Maia se diz a favor de capitalização da Previdência

“Acredito muito no espírito público do Parlamento. Se acham que é preciso se debruçar mais sobre o tema que o façam, mas quem tem pressa é a sociedade. Hoje, a administração da União, dos estados e de municípios se dá principalmente sobre despesas primárias de manutenção e custeio e do pagamento de dívidas”, afirmou Rogério Marinho.

Para o secretário, a reforma permitirá que o Estado brasileiro deixe de atuar como “síndico de massa falida”, limitando-se à administração de folhas de pagamento, assistência e previdência. “Não sobram recursos para investirmos em saúde, educação, infraestrutura e na geração de emprego e renda”, lamentou.

Veja também

Bolsonaro vira 'criminoso climático' em ação nas ruas de NY antes de Assembleia da ONU
ONU

Bolsonaro vira 'criminoso climático' em ação nas ruas de NY antes de Assembleia da ONU

Sindicato acusa Prevent Senior de forçar médicos a falar que receitaram cloroquina por conta própria
CPI

Sindicato acusa Prevent Senior de forçar médicos a falar que receitaram cloroquina por conta própria