MDB nacional pede urgência ao STF sobre conflito em PE

O pedido está dirigido a Carmen Lúcia, que responde pelo plantão

Raul Henry e Fernando Bezerra CoelhoRaul Henry e Fernando Bezerra Coelho - Foto: Divulgação

No início da tarde de ontem, o MDB nacional protocolou, no Supremo Tribunal Federal (STF), pedido de “Tutela Provisória Incidental”, baseado no prazo para realização de convenções partidárias (entre os dias 20 de julho a 5 de agosto). Em outras palavras, a sigla faz alerta ao STF em relação ao risco do “perecimento do direito postulado” no caso da disputa pelo comando do MDB pernambucano. No Estado, a legenda segue presidida pelo vice-governador Raul Henry, mediante liminar do ministro Ricardo Lewandowski. O documento protocolado ontem adverte para a “urgência na análise e no deferimento do presente pedido”, considerando o prazo para definição de candidatos e formação de coligações. “Em resumo, o fato de haver datas legalmente estabelecidas para a realização das convenções partidárias - a partir de 20/07/2018 - torna ainda mais urgente a prestação jurisdicional que encerre os litígios no STF e no TSE, de maneira que os processos voltem a ter curso na jurisdição ordinária e que não haja risco de perecimento do direito postulado”, diz trecho do texto, que pede para rever parcialmente a liminar de Lewandowski. O pedido está dirigido à presidente do STF, Carmen Lúcia, que está respondendo pelo plantão até 31 de julho. O ex-ministro do TSE, Caputo Bastos, advogado na ação, realça que a data escolhida pelo diretório pernambucano para a convenção, “o primeiro dia do período eleitoral”, visa a inviabilizar os direitos do MDB nacional. Ele invoca ainda o recente parecer do MPF, assinado pelo PGR em exercício, Humberto Jacques de Medeiros, o qual foi revelado com exclusividade pela coluna na última terça-feira. O advogado do partido, presidido por Romero Jucá, registra na petição que existe uma “situação surreal de inércia“. O debate tem a ver com a composição das chapas em Pernambuco, uma vez que o senador Fernando Bezerra Coelho que luta para ter o comando da sigla está no grupo das oposições, enquanto Henry e Jarbas Vasconcelos seguem na aliança do governador Paulo Câmara e Jarbas concorrerá ao Senado.

Contrapartidas do PDT pesam
O PDT já ofereceu contrapartidas ao PSB em alguns estados. Em São Paulo, por exemplo, onde o governador Paulo Câmara foi à mesa com Márcio França na última terça-feira à noite, como a coluna publicou com exclusividade, aliados do governador paulista dão como certa uma composição local entre PSB e PDT.

Cartas... >
Se ainda não foi anunciada, nos bastidores, a aliança entre PSB e PDT, em São Paulo, é tida como prego batido e ponta virada. Esses gestos do PDT são contabilizados por socialistas, que não veem o mesmo partindo do PT.

...na...> Em Minas Gerais, o ex-prefeito Márcio Lacerda, desde o início de junho, trata de uma aliança com o PDT e, caso esse “casamento” se consolide, entre as duas siglas no plano nacional, Lacerda também não descarta ser vice de Ciro Gomes.

...manga > Na Paraíba, onde o PDT tem a candidatura de Lígia Feliciano ao Governo do Estado, a sigla negocia para apoiar o candidato do governador Ricardo Coutinho, do PSB.

Café da manhã >
Paulo Câmara, como a coluna cantou a pedra, recebe Gleisi Hoffmann, hoje, às 8h30, no Palácio das Princesas. Devem participar do encontro ainda Antônio Figueira e Bruno Ribeiro, presidente do PT-PE.

Noite adentro > Na noite de ontem, a dirigente do PT estendeu-se em conversa com a executiva estadual da sigla, em Pernambuco, e uma eventual aliança com o PSB segue no debate, assim como a candidatura de Marília Arraes.

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