Mendonça: "Estou na pista de novo para novos embates"

O democrata deixa claro que não se impõe candidato, mas também não se exclui

Mendonça FilhoMendonça Filho - Foto: Arthur Mota

 

Em 2018, ele foi o candidato ao Senado mais votado no Recife. Teve 267.936 votos na Capital. Esse resultado é determinante na hora de decidir se concorrerá à Prefeitura do Recife em 2020? O ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, devolve: "Perdi a eleição por muito pouco, por pouco mais de 1,5 ponto percentual, é aquela expressão 'bateu na trave'. Mas eu não reclamo da vida. Fui para uma eleição que sabia que era adversa". Mendonça, então, observa o seguinte: "Infelizmente, não tive sucesso e estou na pista de novo para novos embates e novas lutas".

Mendonça está entre os nomes cotados para encabeçar o projeto majoritário da oposição, mas não vinha tocando no assunto. Quebrando o silêncio, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ele enfatiza: "Não me imponho como candidato, também não me excluo". Voltando aos cálculos eleitorais, registra que a votação de destaque na Capital é "credencial e posição relevante, mas não é determinante". Deixa claro que não vai "de forma alguma, transformar esse fato da eleição" no sentido de impor seu nome "como inevitável". Avalia que a ala oposicionista tem bons nomes. Cita Daniel Coelho, Silvio Costa Filho, Priscila Krause e André Ferreira. Lembrar dessa série de nomes tem sido uma ação comum entre os potenciais candidatos desse conjunto. Daniel Coelho tem seguido esse mesmo roteiro. Mendonça amarra o seguinte: "Só não quero ver o Recife manietado". Realça que o PSB e o PT comandam o Recife há 20 anos. E sapeca: "É o projeto ‘combo’, elege o prefeito em 2020, elege o governador, que é atual prefeito do Recife, em 2022 e, em 2030, aquele que seria eleito prefeito do Recife, mas não vai ser, vai ser governador de 2030 a 2038". O democrata vaticina: "Esse projeto vai ser interrompido em 2020". Mendonça não esconde a disposição e as conversas estão só começando.


Tributária: bombeiros agem
Em função da disputa por protagonismo entre a Câmara e o Senado no caso da Reforma Tributária, um grupo formado por deputados e senadores foi criado e está trabalhando para aproximar os textos das duas Casas. A ação visa a pacificar o mal-estar latente nos bastidores. O Senado vinha tentando prevalecer e a Câmara reagiu.
Fazendo as pazes - Líder do governo, Fernando Bezerra Coelho, acredita que encontros mais formais desse grupo devem ser promovidos já nessa semana "para se criar ambiente de maior diálogo para que não seja uma disputa para ver quem aprova primeiro, mas um trabalho em harmonia".
Harmonização - FBC prefere não citar nomes, mas diz que, na hora que isso estiver amadurecido, caberá a Rodrigo Maia e a Davi Alcolumbre falar sobre essas "iniciativas de harmonização".
Placar - Líder do governo, FBC diz que Augusto Aras “impressionou senadores de forma muito positiva” e aposta que ele deve ter votação superior a 60 votos na Casa Alta.
carta na manga - A eleição do novo diretório nacional do MDB pode ser fator determinante para o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, decidir se atravessa ou não para sigla. O MDB define no início do próximo mês quem sucederá Romero Jucá.
desamarrados - Em meio a movimentos do centrão no sentido de trabalhar uma candidatura do conjunto para 2022, o deputado federal Augusto Coutinho vê isso como reflexo da relação que o governo Bolsonaro nutre com o parlamento, fazendo com que os deputados não se sintam da base. “O sentimento que tenho hoje, e é o de muitos partidos, é que no ideal liberal apoiam o governo completamente, mas não nos costumes”, pontua. 

 

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