Menos políticos e mais técnicos

O prefeito Geraldo Julio não chamou nenhum vereador para compor o seu secretariado. O número de pastas foi reduzido de 24 para 15

Evento ocorre durante todo mês de outubro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude de Pernambuco, em alusão ao Dia da CriançaEvento ocorre durante todo mês de outubro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude de Pernambuco, em alusão ao Dia da Criança - Foto: Divulgação

Eleito pela maior frente de partidos já construída no Recife, com 20 legendas, o prefeito Geraldo Julio (PSB) montou uma equipe com perfil mais técnico, deixando de lado as indicações políticas. Após a eleição municipal, havia uma expectativa de como o gestor iria acomodar o interesse de tantos aliados no seu governo, mas o socialista restringiu os gestos partidários.

A decisão mais surpreendente foi a não convocação de um nome da Câmara de Vereadores para o seu primeiro escalão - gesto tomado pelos últimos prefeitos eleitos da Capital para acomodar suplentes da base e preservar a relação com o Legislativo.

“"Eu escolhi as pessoas que acho eu que são as mais adequadas para enfrentar cada uma das missões que essas secretarias têm. Temos gente com mandato, que disputou mandato e gente com perfil mais fortemente técnico. Procurei escolher as melhores pessoas, não tenho muito preconceito com quem disputa mandato, disputou e não se elegeu ou quem tem sobrenome”, resumiu Geraldo Julio, após a posse.

As indicações do primeiro escalão com vínculos com partidos aliados se restringiram a nomes que já integraram o primeiro governo e tiveram passagens aprovadas pelo prefeito: a secretária da Mulher, Cida Pedrosa (PCdoB), o secretário de Saneamento e deputado estadual licenciado, Alberto Feitosa (SD), e o secretário de Segurança, Murilo Cavalcanti (PMDB). A comunista foi secretária de Meio Ambiente no último mandato, mas deixou o posto, em abril do ano passado, para se candidatar ao cargo de vereadora e não se elegeu. Já os outros ocuparão as mesmas funções do primeiro mandato.

No segundo escalão, o PP indicou o sociólogo André Sena para a Secretaria-executiva de Políticas sobre Drogas. O presidente municipal do PSD, José Neves, permanece no Procon e o advogado Giovani Oliveira (PR) assume a representação em Brasília e Relações Internacionais.

Há uma expectativa de que Geraldo convoque novos nomes para o segundo escalão, como a ex-secretária de Desenvolvimento Social, Berenice Andrade, para a Csurb e os ex-vereadores Vicente André Gomes (PSB) e Henrique Leite (PDT). Este último chegou a ser elogiado pelo secretário de Governo, Sileno Guedes (PSB), como bom nome para o governo. O pedetista é cotado para ocupar um posto de interlocução com a Câmara de Vereadores, vinculado à pasta de Guedes.

Era esperado que Geraldo Julio convocar, pelo menos, dois vereadores para o seu governo, mas a expectativa não se cumpriu e criou insatisfação entre alguns aliados. Questionado, Sileno negou compromisso para chamar legisladores. “Não havia compromisso disso. Ninguém antecipa convite de secretário a quem quer que seja. Escolha de secretário cabe ao prefeito”, resumiu. Geraldo garantiu unidade na base, mesmo com a decisão. “Nossa base é coesa e vamos tratar a questão de cada vereador como a gente sempre tratou, com muita tranquilidade, diálogo e respeito”, defendeu.

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