Michel Temer critica siglas de oposição

“Eu peço que os senhores estejam na segunda-feira aqui. Claro que haverá oposição, mas não se incomodem.

São João da CarvalheiraSão João da Carvalheira - Foto: I Hate Flash / Divulgação

 

Na tentativa de reduzir resistências à proposta de teto dos gastos públicos, o presidente Michel Temer criticou, na quarta-feira (5), a postura dos partidos de oposição e pediu à base aliada que não se incomode com os discursos contrários à iniciativa federal. Em cerimônia de posse do ministro Marx Beltrão (Turismo), o peemedebista apelou aos parlamentares governistas que estejam em Brasília na segunda-feira para votar a medida e afirmou que a atuação das siglas de oposição no País é política e com o objetivo de destruir a administração federal.

“Eu peço que os senhores estejam na segunda-feira aqui. Claro que haverá oposição, mas não se incomodem. No Brasil, a tese da oposição não é uma tese jurídica, é uma tese política. A tese da oposição é a seguinte: se não estou junto com o governo, tenho de destruir o governo. Isso é uma coisa cultural e histórica”, disse.

O peemedebista ressaltou que o período eleitoral é distinto ao período administrativo, quando “todos os brasileiros devem se unir em benefício do País”. Ele afirmou que, em outras democracias, o papel dos partidos de oposição é necessário para fiscalizar e cobrar o governo. “Não se incomodem com os gestos da oposição. A oposição no País tem uma concepção política. Não temos de nos incomodar com isso, temos de pregar novas ideias”, colocou.

Segundo o presidente, caso um teto de gastos públicos tivesse sido adotado há seis anos, o deficit do país estaria atualmente zerado. “Ao longo dos anos, vamos colocar o Brasil nos trilhos”, destacou.

Na noite de anteontem, em jantar com líderes da base aliada, o peemedebista afirmou que a aprovação da medida é a chance para a classe política demonstrar seriedade com as contas públicas. Com a pressão da Câmara dos Deputados, a administração federal anunciou, na última segunda-feira, que a correção do piso dos gastos com saúde e educação pela inflação será válido a partir de 2018, não a partir de 2017.

 

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