Michel Temer vê instabilidade com prisão de Lula

Durante entrevista, presidente evitou falar sobre a possibilidade de disputar reeleição e reforçou dificuldades do governo

O parlamentar esteve reunido com integrantes da Comissão pelas Estradas de Integração do Araripe, nesta segunda-feira (21). Uma das medidas que Armando afirmou que adotará é articular a bancada federal pernambucana para apoiar a iniciativa.O parlamentar esteve reunido com integrantes da Comissão pelas Estradas de Integração do Araripe, nesta segunda-feira (21). Uma das medidas que Armando afirmou que adotará é articular a bancada federal pernambucana para apoiar a iniciativa. - Foto: Leo Caldas/Divulgação

 

O presidente Michel Temer (PMDB) manifestou preocupação com os rumos da investigação da Operação Lava Jato e os seus efeitos na estabilidade do País. Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibida nesta segunda-feira (14), o chefe do Executivo Federal afirmou que a possibilidade da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser concretizada pode provocar um “clima de instabilidade no País. Segundo ele, a pressão dos movimentos sociais e críticas da atuação do Judiciário poderão aprofundar a crise política.

“Espero, e acho que seria útil ao País, é que, se houver acusações contra o ex-presidente Lula, que elas sejam processadas com naturalidade. Você me pergunta: Se Lula for preso causa problema para o País? Acho que causa. Haverá movimentos sociais. E toda vez que você tem um movimento de contestação a uma decisão do Judiciário, pode criar uma instabilidade”, afirmou Temer, que evitou tecer maiores comentários sobre a ofensiva da Lava Jato contra o líder petista.

O presidente ainda se manifestou sobre os projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que são alvo de críticas da força-tarefa da Operação Lava Jato. Michel Temer garantiu que as matérias não causarão prejuízo ao andamento das apurações.

Sobre a denúncia feita pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de que ele teria feito caixa dois na campanha ao receber R$ 11 milhões de empreiteiras, durante a campanha presidencial de 2014, o peemedebista garantiu que não tem preocupação com a possibilidade de perder o cargo em função das investigações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a chapa formada por ele e a petista. Michel Temer defendeu que o entendimento que as chapas devem ser julgadas em separados. “Vamos trabalhar no Executivo. Se acontecer alguma coisa, paciência”, afirmou.

O presidente ainda saiu em defesa do seu ex-ministro da Casa Civil, Romero Jucá (PMDB), que deixou a Esplanada dos Ministérios após denúncias. O chefe do Executivo afirmou que o correligonário não teve a morte civil ou política decretada e que não teria dificuldades em nomeá-lo líder do Governo.

Reeleição
O presidente Michel Temer procurou desviar dos questionamentos sobre uma eventual candidatura à reeleição em 2018. O gestor disse que encontrou “uma terra arrasada” ao assumir o comando do Executivo e que o País “estava à beira de um precipício econômico”. Ele ainda se mostrou ciente de sua baixa popularidade e afirmou que seu objetivo é colocar o Brasil nos trilhos até o fim do seu mandato.

 

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