Mauro Cid

Militares, familiares, empresários e advogados: os 73 visitantes de Mauro Cid na prisão

Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso preventivamente por suposta fraude em cartões de vacinação

Mauro Cid atuou como ajudante de ordens de Jair BolsonaroMauro Cid atuou como ajudante de ordens de Jair Bolsonaro - Foto: Alexandre Cassiano

Preso preventivamente no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília (BPEB), tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu a visita de pelo menos 73 pessoas na local, 41 delas militares.

Uma lista obtida por integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos de 8 de janeiro mostra que, entre os nomes, estão ainda políticos, empresários, advogados e familiares do oficial.

O documento, obtido pelo Globo, mostra que grande parte dos visitantes é de oficiais do Exército Brasileiro. Entre os nomes está o do coronel Jean Lawand Júnior, com quem o ex-ajudante de ordens manteve com diálogos de cunho golpista, conforme investigação da Polícia Federal.

Um relatório da Diretoria de Inteligência da corporação mostrou que, além de uma minuta de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o telefone celular de Mauro Cid continha mensagens entre eles em que havia frases como "convença o 01 a salvar esse país", "o presidente vai ser preso" e "Cidão, pelo amor de Deus, cara. Ele dê a ordem, que o povo está com ele, cara".

Na lista de visitantes militares, figuram ainda o general Julio Cesar Arruda, que foi Comandante do Exército brasileiro entre 30 de dezembro de 2022 e 21 de janeiro de 2023; o primeiro-tenente Adriano Alves Teperino; o general de brigada Alexandre Oliveira Cantanhede Lago, que foi diretor de Educação Técnica Militar. Aspirante a Oficial de Infantaria; e o major de infantaria Anderson Azevedo Quixaba.

Entre os nomes de políticos, estão: Eduardo Pazuello, ex-ministro da saúde e deputado federal; Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da presidência da República e assessor de Jair Bolsonaro; general Ridalto Lúcio Fernandes, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde; e Fernando Saboia Vieira, chefe da assessoria técnico-jurídica da Secretaria Geral da Mesa da Câmara dos Deputados.

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