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Milton Coelho deve deixar chefia de gabinete de Paulo Câmara

Ideia em gestação é que ele assuma cadeira na Câmara Federal

Milton CoelhoMilton Coelho - Foto: Jedson Nobre/Arquivo Folha

O zum-zum-zum é crescente nos corredores do Palácio das Princesas. Para a equação ser fechada, no entanto, é preciso que se bata o martelo no nome que retornará da Câmara Federal para que o chefe de gabinete do governador Paulo Câmara, Milton Coelho, assuma uma cadeira naquela Casa legislativa. O socialista é o primeiro suplente e a ideia de ele seguir para Brasília não só vem sendo gestada, como passou a ganhar eco nas hostes socialistas. Palacianos ouvidos pela coluna observam, em reserva, que "não é tão simples assim" fechar essa equação. Uma dessas fontes diz que o deputado Felipe Carreras, por exemplo, "está bem em Brasília".

A mesma observação é feita em reação a Danilo Cabral. Em outras palavras, nenhum desses dois aparece no radar do Campos das Princesas para assumir espaço na administração estadual. Danilo, inclusive, trabalha para ser líder da bancada e conta com a torcida do governador para isso. Uma alternativa ventilada para, eventualmente, ser convocado para o Executivo é o deputado federal Gonzaga Patriota. Patriota é filiado ao PSB, mas guarda algumas mágoas relacionadas a eleições passadas e ao trato recebido pela sigla. Trazê-lo para perto da gestão poderia ser uma forma de afagá-lo e amenizar tal incômodo.

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O deputado federal Carlos Veras foi um dos que estavam na linha de frente na defesa de uma candidatura própria do PT ao Governo do Estado em 2018. Defendia, inclusive, o nome de Marília Arraes para cumprir a missão. Ele lembra do seguinte: "A nacional em todas

as conversas nos dava força e nos animava a continuar nessa trincheira, nos apontava caminhos e fez compromissos de passos
a passos que teriam que ser dados", recorda o parlamentar.
Recordar é... > Carlos Veras resgata ainda um detalhe:
"Só com aliança formal (na disputa presidencial) é que não teríamos candidatura própria aqui (em Pernambuco)". E emenda: "A aliança formal não aconteceu e, mesmo assim, a Executiva Nacional veio aqui e não aceitou a discussão do encontro estadual e, usando de prerrogativa que tem, disse que o PT ia para aliança com o PSB".
...viver > Carlos Veras, então, pondera: "A nacional disse que essa aliança era o melhor caminho. Passamos a construir. Agora, a nacional vem e coloca que não é mais esse caminho".
“É preocupante” > O petista indaga: "Agora, é realmente isso? Ou, lá no final, vai trazer para a gente de novo dizendo o que é?". E observa: "Então, essas dúvidas existem". Na avaliação de Carlos Veras, "é preocupante". Refere-se à chance de 2018 se repetir.
Déjà-vu > Nos bastidores governistas, há quem não bote fé na fala do ex-presidente Lula de que Marília Arraes será candidata. Um dos integrantes do rol dos incrédulos diz o seguinte: “Lula está claramente repetindo a estratégia de 2018”.
Paz e amor - Sobre Humberto Costa vir repisando que Marília Arraes não votou nele em 2018, a petista diz que já conversou com o senador sobre isso. "Apoiei realmente Silvio Costa para senador e o senador da chapa de Paulo Câmara foi Jarbas Vasconcelos que está aí, votando com pautas do governo Bolsonaro. Então, deixa 2018
em 2018 e vamos pensar em 2020", contemporiza a petista.
Exilados - Deu-se uma votação no grupo de WhatsApp dos “Exilados” - aquele dos socialistas que se sentiam um tanto esquecidos pelo governador Paulo Câmara - para que um novo integrante pudesse ingressar. Mas o mesmo foi “vetado”.

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