"Minha vontade é passar algema no Lula", dispara Coronel Meira
Em entrevista ao podcast "Direto de Brasília", o deputado federal defendeu a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que gerou mais de uma centena de mortes
Ex-comandante do Batalhão de Choque de Pernambuco e conhecido pela linha dura nas operações policiais, o hoje deputado federal Coronel Meira (PL) integra a chamada “bancada da bala” na Câmara. Em entrevista ao podcast "Direto de Brasília", ele defendeu a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que gerou mais de uma centena de mortes. Meira ainda acusou o presidente Lula (PT) de sonegar a segurança pública, e disse ter “vontade de passar algema” no petista.
“Minha posição é bem clara. Lula é um bandido. E bandido não gosta de polícia. Eu sou polícia. A minha vontade, muitas vezes, se por acaso encontrar Lula, é passar algema. Porque o cara é bandido, você acha que bandido pode achar boa uma operação legítima e correta, dentro das técnicas todas que foram feitas? Quantas crianças morreram nessa operação? Quantos pais de família, quantas mulheres? Zero. Só morreu bandido, foram 120 abatidos e 80 presos. Teve presos que ninguém fala. E mataram quatro pais de família, os policiais. O que eu estou falando aqui é defesa da vida do cidadão que trabalha, do homem e da mulher”, disparou.
“Era para o governo federal ter instalado a Garantia da Lei e Ordem (GLO) no Rio de Janeiro, porque lá é uma guerra civil. Instalou no Pará, para proteger onde está acontecendo a COP-30. Lá é necessária a GLO? Tem que ter a Marinha, o Exército e a Aeronáutica protegendo quem esteve lá? E no Rio não?”, completou Meira.
Membro titular da Comissão Especial que analisa a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Segurança Pública, Meira não acredita que a matéria seja votada este ano. Apesar da pressão da opinião pública, o parlamentar entende que o texto enviado pelo governo federal não agrada o Congresso Nacional, o que dificulta a tramitação da matéria. Ele atribuiu à figura do ministro Ricardo Lewandowski, que não ajuda a gestão Lula nesse assunto.
“É difícil a gente trabalhar na Câmara quando vem um pacote fechado do governo de um ministro que não entende nada, que é o Ricardo Lewandowski. Ele não entende nada de segurança pública. Está até bem assessorado em algumas áreas, mas não adianta ser assessorado se ele não ouve. Prova tal é que recentemente o diretor da Polícia Federal foi dar um depoimento, depois dessa ação do Rio de Janeiro, e o ministro mal educadamente empurrou o diretor. Se eu fosse esse diretor, pediria para sair na hora. Ele é um técnico, um delegado da Polícia Federal. E o ministro simplesmente atropelou, porque ele está ali simplesmente fazendo política partidária de um governo que na verdade é aliado do crime organizado. Quero que diga que o Coronel Meira está mentindo”, disparou, em entrevista ao podcast "Direto de Brasília".
O deputado ainda criticou o texto, ao qual chamou de “enrolação”. “Não coloca o dedo na ferida da segurança pública. Não trata a segurança no sentido de haver uma união maior a nível de base. Pelo contrário, ela tira a autonomia dos estados. E a gente entende que, como na saúde e na educação, tem que ser recriado o Ministério da Segurança Pública, para poder ter as políticas voltadas totalmente e um alinhamento”, ponderou Meira.
Escola de Sargentos
O deputado revelou ainda que a Escola de Sargentos, anunciada para Pernambuco desde 2021, sairá de fato do papel. Ele esteve em reunião recente com o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, onde os impasses com grupos de ambientalistas teriam sido acordados.
“Em primeira mão, sim, a Escola de Sargentos em Pernambuco vai acontecer. Tivemos uma reunião com o ministro José Mucio Monteiro e com todos os generais. A proposta está fechada. No dia 9 de dezembro vai ser oficializada em Pernambuco. Quero agradecer também ao Fórum Ambiental de Aldeia. No início, eram 400 hectares de desmatamento. Caiu para 220, depois caiu para 180, e nós fechamos essa proposta com 94 hectares, dos quais só 47 vão ser usados em construção. Em compensação, o meio ambiente de Pernambuco vai ganhar 1.598 hectares, para 94 de supressão”, celebrou Meira.

