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Política

"Minha vontade é passar algema no Lula", dispara Coronel Meira

Em entrevista ao podcast "Direto de Brasília", o deputado federal defendeu a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que gerou mais de uma centena de mortes

 Meira (D) deu entrevista ao podcast "Direto de Brasília" Meira (D) deu entrevista ao podcast "Direto de Brasília" - Foto: Reprodução/Youtube Folha de Pernambuco

Ex-comandante do Batalhão de Choque de Pernambuco e conhecido pela linha dura nas operações policiais, o hoje deputado federal Coronel Meira (PL) integra a chamada “bancada da bala” na Câmara. Em entrevista ao podcast "Direto de Brasília", ele defendeu a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que gerou mais de uma centena de mortes. Meira ainda acusou o presidente Lula (PT) de sonegar a segurança pública, e disse ter “vontade de passar algema” no petista.

“Minha posição é bem clara. Lula é um bandido. E bandido não gosta de polícia. Eu sou polícia. A minha vontade, muitas vezes, se por acaso encontrar Lula, é passar algema. Porque o cara é bandido, você acha que bandido pode achar boa uma operação legítima e correta, dentro das técnicas todas que foram feitas? Quantas crianças morreram nessa operação? Quantos pais de família, quantas mulheres? Zero. Só morreu bandido, foram 120 abatidos e 80 presos. Teve presos que ninguém fala. E mataram quatro pais de família, os policiais. O que eu estou falando aqui é defesa da vida do cidadão que trabalha, do homem e da mulher”, disparou.

“Era para o governo federal ter instalado a Garantia da Lei e Ordem (GLO) no Rio de Janeiro, porque lá é uma guerra civil. Instalou no Pará, para proteger onde está acontecendo a COP-30. Lá é necessária a GLO? Tem que ter a Marinha, o Exército e a Aeronáutica protegendo quem esteve lá? E no Rio não?”, completou Meira.

Membro titular da Comissão Especial que analisa a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Segurança Pública, Meira não acredita que a matéria seja votada este ano. Apesar da pressão da opinião pública, o parlamentar entende que o texto enviado pelo governo federal não agrada o Congresso Nacional, o que dificulta a tramitação da matéria. Ele atribuiu à figura do ministro Ricardo Lewandowski, que não ajuda a gestão Lula nesse assunto.

“É difícil a gente trabalhar na Câmara quando vem um pacote fechado do governo de um ministro que não entende nada, que é o Ricardo Lewandowski. Ele não entende nada de segurança pública. Está até bem assessorado em algumas áreas, mas não adianta ser assessorado se ele não ouve. Prova tal é que recentemente o diretor da Polícia Federal foi dar um depoimento, depois dessa ação do Rio de Janeiro, e o ministro mal educadamente empurrou o diretor. Se eu fosse esse diretor, pediria para sair na hora. Ele é um técnico, um delegado da Polícia Federal. E o ministro simplesmente atropelou, porque ele está ali simplesmente fazendo política partidária de um governo que na verdade é aliado do crime organizado. Quero que diga que o Coronel Meira está mentindo”, disparou, em entrevista ao podcast "Direto de Brasília".

O deputado ainda criticou o texto, ao qual chamou de “enrolação”. “Não coloca o dedo na ferida da segurança pública. Não trata a segurança no sentido de haver uma união maior a nível de base. Pelo contrário, ela tira a autonomia dos estados. E a gente entende que, como na saúde e na educação, tem que ser recriado o Ministério da Segurança Pública, para poder ter as políticas voltadas totalmente e um alinhamento”, ponderou Meira.

Escola de Sargentos

O deputado revelou ainda que a Escola de Sargentos, anunciada para Pernambuco desde 2021, sairá de fato do papel. Ele esteve em reunião recente com o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, onde os impasses com grupos de ambientalistas teriam sido acordados.

“Em primeira mão, sim, a Escola de Sargentos em Pernambuco vai acontecer. Tivemos uma reunião com o ministro José Mucio Monteiro e com todos os generais. A proposta está fechada. No dia 9 de dezembro vai ser oficializada em Pernambuco. Quero agradecer também ao Fórum Ambiental de Aldeia. No início, eram 400 hectares de desmatamento. Caiu para 220, depois caiu para 180, e nós fechamos essa proposta com 94 hectares, dos quais só 47 vão ser usados em construção. Em compensação, o meio ambiente de Pernambuco vai ganhar 1.598 hectares, para 94 de supressão”, celebrou Meira.

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