Ministro da Saúde confirma general como número 2 e fala em 'plano de saída' de isolamento

O general Eduardo Pazuello ocupa o cargo de secretário-executivo da pasta

General Eduardo PazuelloGeneral Eduardo Pazuello - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse nesta quarta-feira (22) que é impossível que o país sobreviva a mais de um ano parado e defendeu que haja um plano de saída do isolamento social. O ministro citou o conceito de que 70% da população precisa entrar em contato com o vírus para que a comunidade adquira imunidade, explicando que "talvez a gente nem chegue a esse número antes da vacina", relatou.

"Se você não tem um crescimento explosivo da doença, o que não está acontecendo no Brasil, a gente talvez nem chegue nesse número", disse. "É impossível um país sobreviver um ano, um ano e meio parado. O afastamento não pode não estar acompanhado de um programa de saída", completou. O ministro defendeu que o trabalho da pasta seja focado em três eixos: informação, infraestrutura e, em terceiro lugar, uma diretriz para que estados e municípios criem políticas em relação ao isolamento e distanciamento.

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Teich também confirmou que deve nomear o general Eduardo Pazuello ao cargo de secretário-executivo da pasta. Segundo ele, o general, que participou da Operação Acolhida, deve ajudar sobretudo na questão de infraestrutura na rede de saúde.
"Por que estou fazendo isso? Nesses poucos dias que estou aqui, a impressão que eu tenho é que a gente precisa ser muito mais eficiente do que a gente é hoje. A gente está falando de logística, de compras, de distribuição, e ele é uma pessoa muito experiente nisso."

Ele demonstrou preocupação com impactos sobre outras doenças, como atendimentos de câncer e doenças cardiovasculares, cujos pacientes não estariam procurando hospitais em meio à crise, afirma. Também voltou a dizer que impactos na economia podem gerar reflexos na saúde. "Se tivermos desemprego e perda significativa na saúde suplementar, isso vai sobrecarregar mais o SUS", disse.

Outro problema é uma demanda reprimida nos hospitais, aponta. "Qual o problema prático disso: vai ter demanda reprimida. E vamos ter outra crise, que é a não capacidade de atender uma demanda reprimida que é o não-Covid." Teich defendeu ainda a criação de um banco de dados com outros ministérios.

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