Ministro rebate denúncia de propina

De acordo com o ex-executivo da empreiteira, o dinheiro teria sido pago para “fazer sumir um aeroporto inteiro”, em referência ao aeroporto de Caieiras, que nunca saiu do papel.

A pernambucana Clarice Falcão será uma das atrações do No Ar Coquetel Molotov 2019A pernambucana Clarice Falcão será uma das atrações do No Ar Coquetel Molotov 2019 - Foto: Divulgação

TÓQUIO (Folhapress) - O ministro Moreira Franco (secretário do PPI, o Programa de Parcerias de Investimentos) reafirmou ontem, em Tóquio, que é “uma mentira afrontosa” a afirmação do ex-executivo da Odebrecht, Claudio Melo Filho, de que ele teria recebido dinheiro para defender interesses da empreiteira. Segundo a revista “Veja”, Claudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, citou, em negociação para delação, que Franco, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) teriam recebido propina.
De acordo com o ex-executivo da empreiteira, o dinheiro teria sido pago para “fazer sumir um aeroporto inteiro”, em referência ao aeroporto de Caieiras, que nunca saiu do papel. A Odebrecht teria interesse em barrar essa obra para evitar concorrência com o aeroporto do Galeão, do qual venceu a concessão. “Já falei sobre isso. Já divulguei uma nota e é o suficiente”, afirmou o ministro após evento em que apresentou o PPI a empresários e investidores japoneses. “O que está na nota é curto e grosso o que eu tenho a dizer sobre o assunto”, afirmou o ministro, que afirma não ter tratado de dinheiro com Melo Filho.
Temer
“Se a cada momento que alguém mencionar o nome de alguém isso passar a dificultar o governo, fica difícil”, afirmou o presidente Michel Temer, ao dizer que o envolvimento de nomes de auxiliares em suspeita de corrupção não deve prejudicar a tramitação das reformas do governo no Legislativo.

Veja também

Venda de munições cresce 24% no governo Bolsonaro
ARMAS

Venda de munições cresce 24% no governo Bolsonaro

A solução de Bolsonaro para o MEC
Edmar Lyra

A solução de Bolsonaro para o MEC