Ministro Roberto Freire sofre protesto no Palácio das Princesas

Anfitrião do evento, o governador Paulo Câmara (PSB) observava a polêmica entre os aliados e a plateia com discrição

[1250] Carteira de Trabalho[1250] Carteira de Trabalho - Foto: Marcelo Casal J.r/Ag. Brasil /arquivo

A sanção da Lei do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco, ontem, foi marcada pelo clima de tensão entre o ministro da Cultura, Roberto Freire (PPS), e parte da plateia presente na cerimônia. O salão das Bandeiras do Palácio das Princesas acabou remontando o acirramento do cenário nacional, quando temas como o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o governo Temer entraram em cena, em discursos como o do secretário estadual da Cultura, Marcelino Granja (PCdoB).

Diante da provocação, com vaias e gritos de “golpistas”, vindos do público, o auxiliar ministerial chegou a elevar o tom da voz para defender a administração federal e pedir respeito. Anfitrião do evento, o governador Paulo Câmara (PSB) observava a polêmica entre os aliados e a plateia com discrição.

A entrada de Roberto Freire ao lado de Paulo Câmara para o ato já prenunciava o conflito que iria se instalar, quando leves vaias e críticas da plateia foram entoadas em um tom mais baixo. Durante os discursos, chamou a atenção o tom adotado pelo secretário Marcelino Granja que foi o primeiro a tocar na polêmica envolvendo o cenário nacional. O comunista criticou o afastamento de Dilma Rousseff e a atuação do Judiciário contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele ainda ponderou que o País não encontrou seu caminho após o afastamento da petista, mas garantiu a manutenção da relação institucional com o governo Temer, mesmo admitindo nutrir divergências com a gestão.

Quando Roberto Freire, em seu discurso, se referiu ao governo Temer, os protestos ficaram mais intensos. "Em nome do governo federal que represento, com muita honra, gostaria de dizer que essa crise não foi de responsabilidade nossa. Eu até mesmo não votei no atual presidente da República", afirmou. Após o ato, ele criticou a atitude dos manifestantes. "(As vaias) me surpreenderam pela falta de educação", bateu.

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