Ministros de Bolsonaro tomam posse em Brasília

Presidente fez reforma que enxugou cargos na Esplanada dos Ministérios. Hoje, são 22 ministros a serviço do Palácio do Planalto

Sergio MoroSergio Moro - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A posse dos ministros de Jair Bolsonaro aconteceu, nesta terça-feira (1º), logo após a do presidente, no Palácio do Planalto. O único ainda não empossado é Roberto Campos Neto, que assumirá o Banco Central e que precisa do aval da comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. Sergio Moro - que assumirá a Justiça - foi o primeiro assinar, e também o o mais ovacionado pela plateia. Na quarta (2), o presidente terá sua primeira reunião de trabalho com a equipe, para começar a tomar as medidas que seus auxiliares prepararam durante o período de transição com o governo de Michel Temer.

A nova Esplanada de Bolsonaro tem um perfil diferente dos governo que o sucederam, no período pós-redemocratização: é mais enxuta - passou de 29 para 22 ministérios - e conta com forte presença de militares - sete no total -, todos em posições estratégicas, seja do ponto de vista político, seja do controle de setores fundamentais a exemplo de Augusto Heleno, Bento Costa Lima, Tarcísio Gomes de Freitas e Carlos Alberto dos Santos. Desta forma, fica clara a afinidade do presidente eleito com as Forças Armadas, da qual é membro, como oficial de reserva.

Dois nomes são considerados vitais para o sucesso do governo: o dos superministros Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia). Outros estão alinhados com as propostas de bancadas temáticas do Congresso, a exemplo de Tereza Cristina (Agricultura), Damares Alves (Mulheres, Família e Direitos Humanos) e Ricardo Velez Rodrigues (Educação).A ausência de nordestinos nos cargos também é inédita, e uma incógnita. Motivo de preocupação para a Região, que apoiou o candidato do PT nos dois turnos.

Arte - ministros de Bolsonaro

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