Moraes dá cinco dias para defesa de Augusto Heleno apresentar exames que comprovem Alzheimer
Ministro pediu esclarecimentos após PGR se manifestar por prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal ( STF), determinou, neste, sábado, que a defesa do ex-ministro Augusto Heleno comprove seu Alzheimer. O pedido ocorre após a Procuradoria-Geral da República ( PGR) ter se manifestado a favor de sua prisão domiciliar, por suas condições médicas e idade avançada. O condenado tem 78 anos.
Heleno foi preso na terça-feira e começou a cumprir, no Comando Militar do Planalto, a pena de 21 anos que recebeu do STF na ação penal da trama golpista. Com a decisão de Moraes, ele passa a cumprir essa pena em casa.
Em manifestação enviada ao STF nesta sexta, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou era recomendável a concessão de prisão domiciliar humanitária, seguindo os princípios de proteção integral e prioritária do idoso.
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"A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada, que poderá ser vulnerado caso mantido afastado de seu lar e do alcance das medidas obrigacionais e protecionistas que deverão ser efetivadas pelo Estado", ressaltou Gonet.
Ao ser admitido na prisão, Heleno foi submetido a um exame médico e relatou que é "portador de Demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante". A médica que o avaliou apontou que Heleno apresentava "bom estado geral, alerta e com sinais vitais regulares".
A defesa de Heleno afirmou ao STF que ele faz acompanhamento psiquiátrico desde 2018, intensificado no ano passado, e que em janeiro de 2025 houve o diagnóstico de uma demência mista (por Alzheimer e causa vascular) e que já havia antecedentes de transtorno depressivo e ansioso.

