Mourão aciona exército. Jungmann fez série de apelos

Segundo Mourão, o Exército está colocando a 10ª Brigada, sediada em Recife, para reforço

Hamilton Mourão, Raul Jungmann e Fernando Azevedo e SilvaHamilton Mourão, Raul Jungmann e Fernando Azevedo e Silva - Foto: divulgação

Ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, de bom trânsito com ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, cuidou de fazer um apelo ao auxiliar do presidente Jair Bolsonaro no último domingo. Pediu que as Forças Armadas saíssem em socorro do Nordeste dada a dimensão do desastre ambiental e do impacto socioeconômico. Ontem, deu-se uma reunião no Ministério da Defesa, que precedeu o seguinte anúncio feito pelo presidente da República em exercício, Hamilton Mourão: o Exército cairá em campo para reforçar as operações na costa pernambucana. Nas palavras de Mourão, "o óleo que chegou, agora, em Pernambuco, vamos dizer, é uma segunda vaga de assalto". Mourão prosseguiu assim: "Já houve a primeira vaga de assalto, agora chegou a segunda. Pode ter ficado para trás na hora que foi lançado no mar". A primeira vez que o óleo atingiu o Estado foi no início de setembro.

Na última quinta-feira, os resíduos voltaram a aparecer no litoral pernambucano. A população mobilizou-se para coleta e retirada dos resíduos e o Governo do Estado seguiu cobrando ações mais efetivas da União. Jungmann também chegou a entrar em contato com Mourão na tarde de ontem. "Como nordestino, venho apelar à vossa sensibilidade", introduziu o ex-ministro na mensagem. Realçou, no texto, que "é chegada a alta estação turística e parte da economia nordestina, idem empregos e impostos, será duramente abalada". Na semana passada, o deputado federal Silvio Costa Filho havia contactado o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que comprometeu-se a vir ao Estado, mas só conseguiu agendar para hoje. Nesse intervalo de tempo, as manchas avançaram e atingiram outras praias: Suape, Praia do Cupe, Xaréu, Itapuama e Paiva. Voluntários correram para coletar o material. Como disse o vice-presidente, já não se trata da primeira aparição do óleo no Estado. E ações mais efetivas do Governo Federal se fazem necessárias, mas também não anulam as interrogações que persistem sem respostas: qual a origem do material e qual a extensão do dano.

 

Boi na linha
Se o deputado Silvio Costa Filho, responsável por articular a visita do ministro do Meio Ambiente a Pernambuco, confirmava a agenda de Ricardo Salles, ontem, no Palácio das Princesas, o compromisso, no início da noite, ainda não era dado como prego batido e ponta virada. Fontes do governo afirmavam o seguinte: "Nunca houve contato oficial". No Palácio, prevalecia a versão: "Não temos confirmação até o momento".
escopo > Segundo informações de Silvio Costa Filho, o ministro ficou de chegar ao Recife às 3h de hoje, vindo de Porto Alegre. Às 9h, tem reunião na Capitania dos Portos com a Marinha. E teria solicitado que o governador possa participar.
Vai tu... > Em Pernambuco, o ministro da Segurança Pública, Sérgio Moro, não escapou de ser questionado sobre o óleo que atinge as praias pernambucanas. Disse que o assunto que tinha vindo tratar era Segurança, mas defendeu que o Governo Federal estava trabalhando para conter o avanço das manchas.
...mesmo! > Moro foi informado de que o recolhimento do material estava sendo feito, no Estado, por voluntários e que ele era o único representante do Governo Federal que havia passado por Pernambuco em meio ao problema.
Bolo de rolo > No Palácio das Princesas, Moro almoçou com o governador Paulo Câmara. No cardápio, só amenidades e bolo de rolo de sobremesa. Não teve assunto mais tenso, nem sobre o óleo.
À mesa > Ainda no almoço com Moro, estavam: os secretários
Zé Neto, Pedro Eurico, Cloves Benevides e Antônio de Pádua, o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, e o prefeito Junior Matuto. 

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