Multidão dá apoio a Lula em São Bernardo do Campo

Simpatizantes e políticos estão desde cedo desta sexta-feira

Ato de ato pró-Lula diante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABCAto de ato pró-Lula diante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - Foto: Miguel Schincariol/AFP

Inicialmente, foi a música. Depois começaram os discursos. Está sendo assim, diante de uma multidão de simpatizantes, o dia no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São
Bernado do Campo, em São Paulo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no local, um endereço emblemático na história político-sindical do petista, desde essa
quinta-feira, quando foi decretada a ordem de prisão dele.

Lula dormiu no sindicato da quinta para esta sexta. E, nesta sexta, aos poucos, o auditório do terceiro andar do Sindicato dos Metalúrgicos foi ficando lotado nesta sexta-feira (6), ao som da bateria e gritos que falam sobre resistência.

Integrantes de movimentos sociais e sindicatos se somaram para manifestar apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e suas bandeiras se acumulam no alto, próximo ao palco. A expectativa é ouvir o petista, que, durante todo o dia, esteve dentro do sindicato.

Durante toda esta sexta o entorno do sindicato recebeu uma multidão. Num trio elétrico estacionado diante do local, políticos como Manoela D´Ávila, Guilherme Boulos, Gleisi Hoffmann e Luíza Erundina estão no local. Muitos sindicalistas também discursam.

Entre os gritos de ordem externados pelos simpatizantes, "Marielle preste " e "Fascistas não passarão". Ao saber que o juiz Sergio Moro determinou a prisão de Lula, o advogado filiado ao PT Alfredo Bonardo, 57, saiu com a esposa e uma amiga de Campinas rumo a São Bernardo. Chegaram por volta das 22h de quinta-feira (5), dormiram no local e pretendem permanecer no sindicato até o desfecho sobre a prisão de Lula. "Não viemos para ouvir ele falar, mas em defesa da liberdade dele e do movimento democrático e justo. A partir do momento que Moro condenado sem prova, ele abre um precedente contra meus filhos e netos", afirma Bonardo.

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Professora aposentada, Maria Eci, 73, é filiada ao PT desde o início do partido. Ela diz que seu sentimento agora é de muita tristeza por ver uma injustiça prevalecer. "Pessoal do capital todo solto e um inocente sendo julgado." De Guararema, na Grande São Paulo, a professora Daniela Ribeiro, 45, também filiada ao PT, seguiu de ônibus com outros integrantes do CMP (Central dos Movimentos Populares), que interromperam um congresso na cidade para ir defender o petista. Daniela afirma que o que Lula está passando é um golpe contra ele e a esquerda, assim como foi a saída de Dilma Rousseff da Presidência. "Nossa expectativa é resistir e apoiar o Lula na decisão que achar melhor."

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