'Não fazemos milagre, fazemos direito', diz Cármen Lúcia

Segundo a ministra Cármem Lúcia, que terminou seu pronunciamento dizendo que "o Brasil vale a pena", é necessário "garantir os serviços e o cumprimento da Constituição"

Ministra Cármem Lúcia do STFMinistra Cármem Lúcia do STF - Foto: Alan Marques / Folhapress

Na abertura da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal), a presidente Cármen Lúcia falou sobre a atuação dos magistrados na paralisação dos caminhoneiros.
"Não fazemos milagre, fazemos direito", disse.

"Também na democracia se vivem crises, mas dificuldades se resolvem com a aliança dos cidadãos e a racionalidade, a objetividade e o trabalho de todas as instituições dos poderes. (...)

Não se há de deixar ao povo o sofrimento pela carência de aplicação do direito. Para isso somo juízes e não nos afastaremos dos nosso deveres. O poder judiciário brasileiro não deixa de cumprir sua obrigação de guardar a Constituição e de resguardar e assegurar a eficácia dos direitos brasileiros", disse.

Leia também:
Líder da paralisação é filiado ao PSDB e próximo de entidade patronal
Paralisação de petroleiros é política e sem reivindicação, diz Pedro Parente

Segundo ela, que terminou seu pronunciamento dizendo que "o Brasil vale a pena", é necessário "garantir os serviços e o cumprimento da Constituição".

Intervenção militar

Em centenas de pontos de manifestação nas rodovias, foram registradas faixas e declarações pedindo uma intervenção militar no Brasil. Indiretamente, foi esse tipo de atitude que a presidente do STF desencorajou.

“Não temos saudade senão do que foi bom na vida pessoal e em especial histórico de nossa pátria. Regimes sem direitos são passados de que não pode esquecer nem de que se queira lembrar”, disse Cármen Lúcia em referência a regimes não democráticos, como a ditadura militar.

Ela garantiu que o Poder Judiciário trabalha para garantir os direitos dos brasileiros durante o período de crise. “Não se há de deixar ao povo o sofrimento pela carência de aplicação do direito, para isso somos juízes e não nos afastaremos de nossos deveres”.

Veja também

Quem decide se um povo vai viver democracia ou ditadura são as Forças Armadas, diz Bolsonaro
Presidente

Quem decide se um povo vai viver democracia ou ditadura são as Forças Armadas, diz Bolsonaro

Maia diz que coragem de Bolsonaro não é tão grande para negar CoronaVac e que Pazuello fez papelão
Vacina contra Covid-19

Maia diz que coragem de Bolsonaro não é tão grande para negar CoronaVac e que Pazuello fez papelão