Não há plano B, economia é 100% com Guedes, diz Bolsonaro

Em entrevista ao O Estado de S. Paulo, o presidente afirmou também que os resultados econômicos já começaram a aparecer

Jair Bolsonaro, presidente do BrasilJair Bolsonaro, presidente do Brasil - Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro reafirmou seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, não há um plano B para a área econômica. "Não tem plano B. A economia é 100% com o Guedes. Não discuto. É 100% com o Guedes. Dou sugestões às vezes, de vez em quando eu tenho razão, ele diz que vai tomar providência", disse Bolsonaro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

À espera de resultados, o presidente, porém, tem feito consultas sobre assuntos econômicos a Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), como a Folha mostrou em 29 de setembro.

"Não dá pra dar um cavalo de pau na economia. A economia é um transatlântico", disse Bolsonaro ao destacar o trabalho de Guedes, Tarcísio e Tereza Cristina (Agricultura).

Segundo o presidente, o Brasil está "conseguindo reconquistar a confiança do mundo". Sobre Guedes, Bolsonaro afirmou que ele continua sendo seu "posto Ipiranga". "De vez em quando chamo, não deixou de ser... [risos]. Quisera nós termos sempre um posto Ipiranga do nosso lado. Nas Forças Armadas, o posto Ipiranga é um tal de Heleno, conhecem?"

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O presidente afirmou também que os resultados econômicos já começaram a aparecer. "A Caixa está dando boas notícias, diminuindo os juros do cheque especial, sem interferência minha. Eu poderia interferir na Caixa. Eu não posso interferir é no Banco do Brasil, porque não pode, teoricamente, né? Posso interferir trocando o presidente [risos], mas longe disso aí..."

Bolsonaro elogiou a reforma trabalhista de Michel Temer (MDB). "Se o Temer não fizesse a reforma trabalhista, estaria numa situação pior do que estava antes. É muito bonito falar em direitos. Agora quero saber os direitos do desempregado, não tem direito nenhum."

O presidente ainda afirmou que vai terminar obras paradas. "Não vamos partir para ser igual ao que o PT fez com as refinarias. O que eu tenho falado para os ministros é terminar as obras. Aí podem falar: 'Ah, começou com a Dilma, com o Temer'. Mas, se a gente não for atrás, vai virar só esqueleto", disse.

"Parte do sucesso do Tarcísio é que ele está usando os batalhões de engenharia do Exército para fazer obras. A mão de obra lá é o soldado", afirmou Bolsonaro.
Segundo ele, a diária de um soldado é de R$ 25. O presidente disse que pediu para que o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, dobre esse valor em 2020.

Entre as obras, ele citou a BR-163, no Pará, e a Ferrovia Norte-Sul. "Eu pretendo fazer isso aí. É comum no meio político perguntar: 'Qual a sua grande obra?' Mas, se eu for me preocupar com isso daí, a gente não governa."

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