Não sei se o Brasil tem noção da gravidade da decisão de Marco Aurélio, diz Eduardo Bolsonaro

"Milhares de presos podem ser soltos e ficarem livres pelo menos até fevereiro! ", diz em suas redes sociais

Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL)Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) - Foto: Arquivo/Agencia Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse nas redes sociais que não sabe "se o Brasil tem noção da real gravidade que essa medida do ministro do STF Marco Aurélio pode impactar neste fim de ano".

"Milhares de presos podem ser soltos e ficarem livres pelo menos até fevereiro! Num ambiente c/ a população desarmada e a polícia desestimulada!", afirmou.

"Brasil elege um presidente limpo; ele nomeia MJ [ministro da Justiça] o juiz símbolo do combate à corrupção; no exterior começa a se formar uma perspectiva de q o Brasil pode voltar a ser sério;aí vem uma decisão judicial e põe em xeque tda essa construção!", escreveu o deputado.

"É difícil deixar de ser um anão diplomático!" Eduardo Bolsonaro é o mesmo que disse, em vídeo que viralizou em outubro, que para fechar o Supremo "você não manda nem um jipe". "Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo, não."

Eduardo Bolsonaro reagiu ao posicionamento do ministro Marco Aurélio Mello

Eduardo Bolsonaro reagiu ao posicionamento do ministro Marco Aurélio Mello - Crédito: Divulgação

Repercussão

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, nesta quarta (19), que a decisão do ministro Marco Aurélio de soltar presos após 2ª instância é "tem resultado negativo".
"Aumenta a insegurança e a descrença na Justiça. Que o plenário resolva logo a questão", disse. Segundo FHC, uma decisão de ministro do Supremo é "como a de líder político: mede-se pelas consequências".

A deputada estadual eleita e criminalista, Janaina Paschoal (PSL-SP), também se posicionou. Ela afirmou que, sem comentar o caso concreto de Lula, "a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, de revogar de, maneira genérica, todas as prisões decorrentes de decisão em segunda instância me parece insustentável".

Para a coautora do impeachment de Dilma Rousseff, "muitas pessoas podem ser liberadas indevidamente, colocando em risco a sociedade. Se o ministro fez isso para justificar a libertação do Lula, a situação resta ainda mais grave. Isso sem contar ter desrespeitado o plenário. País difícil!".

 

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