“Não tem que ter essa unificação”, diz Siqueira

Siqueira lembra que, no caso do impeachment, só três votos foram contra

Balanço de obras paralisadas em Pernambuco. Na Foto, Pedro Teixeira (auditor) e Ayrton Alcoforado (chefe do Núcleo de Engenharia do TCE). Balanço de obras paralisadas em Pernambuco. Na Foto, Pedro Teixeira (auditor) e Ayrton Alcoforado (chefe do Núcleo de Engenharia do TCE).  - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Secretário nacional do PSB, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, em entrevista recente à rádio local, disse ser hora de o PSB “trabalhar essa unificação, de trabalhar seu projeto para frente, tentando manter essa unidade”. E completou: “É um momento importante para a gente aproveitar bem esse momento, desse bom resultado em 2016 no País inteiro, para a gente voltar a ter um partido bem unificado”. Referia-se a algumas divergências anotadas na sigla, ainda que ao mesmo tempo, as definisse como naturais. Citou os episódios da definição de apoio a Aécio Neves, no 2º turno, e do impeachment. A sigla viveu outras diferenças, como a decisão de ocupar cargos no governo Temer e a votação da PEC 241. À frente da presidência nacional do partido, Carlos Siqueira argumenta que essas divisões não são “nenhuma novidade” no PSB. “Em um partido democrático, não tem que ter essa unificação”, defende. À coluna, lembra, inclusive, episódio no qual o partido, ainda sob a presidência de Miguel Arraes, vivenciou racha no debate sobre a emenda da reeleição de Fernando Henrique Cardoso, quando a sigla fazia oposição à gestão tucana. “Não obstante a direção do partido e o presidente, que era o governador Arraes, ser desfavorável, a bancada quase inteira votou favorável”, recorda o dirigente. Ele resgata exemplo mais recente: a pré-candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. “Havia várias pessoas importantíssimas sendo contra dentro do partido, da Executiva. Nem por isso deixou de prevalecer”, pontua. E arremata: “Não tenho essa preocupação, porque estou acostumado. Entrei no partido junto com Dr. Arraes, acompanhei muito de perto. Uma divergência aqui e outra ali não significa divisão”.
Siqueira lembra que, no caso do impeachment, só três votos foram contra

Sem estresse
Prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes telefonou, esta semana, para Anderson Ferreira, recém-eleito para comandar a cidade, a partir de 2017. O tucano colocou-se à disposição para o processo de transição.
A postos > Elias aguarda Anderson compor a equipe para instalar o processo. Haverá transmissão de cargo de forma tranquila, como deu-se quando o gestor deixou a prefeitura do Cabo e passou o governo para Lula Cabral.

Outro lado > De antemão, o deputado federal Betinho Gomes avisa que o PSDB “tem que ser o polo de oposição no município”. Na análise dele, “o papel do PSDB é de organizar e liderar a oposição”. E reforça: “As urnas empurraram o PSDB para essa posição”.
Memória> Vice-governador do Estado, Raul Henry segue para Brasília na segunda-feira. Participará de encontro do Conselho Nacional de Educação. Fica até a quinta-feira, quando haverá, na Câmara Federal, sessão solene em homenagem ao ex-deputado federal Osvaldo Coelho.

Reação > Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira assinou, anteontem, o cheque autorizando o pagamento das custas, referentes à ação que o partido ficou de protocolar, recorrendo da decisão da Justiça do Trabalho de São Paulo, que condenou, entre outros, a sigla a pagar débitos trabalhistas e indenizações por danos morais e materiais à família do piloto Marcos Martins, que comandava o jato Cessna em que morreu Eduardo Campos.
Instâncias > O dirigente participou de várias audiências e chegou a ser dispensado pelo juiz de prestar depoimento. “Li a decisão com cuidado e, claro, numa democracia, temos que respeitar. Mas vamos recorrer e temos esperança que o TRT de São Paulo mude a decisão. Se não mudar, vamos recorrer ao TST”, informa Carlos Siqueira.

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