No esforço de se comunicar com o NE

Paulo Câmara não compareceu à solenidade porque está com conjuntivite

O governador Paulo Câmara, o prefeito Geraldo Júlio e o deputado federal João Campos, ambos do PSB, visitaram o senador.O governador Paulo Câmara, o prefeito Geraldo Júlio e o deputado federal João Campos, ambos do PSB, visitaram o senador. - Foto: Divulgação

Na agenda, em Maceió, na qual o presidente da República, Michel Temer, falou, ontem, da intenção de ser reconhecido como "o maior presidente nordestino que esse País teve", embora seja natural de São Paulo, quem representou o Governo de Pernambuco foi o vice-governador Raul Henry. O presidente estadual do PMDB é autor de uma carta, entregue ao secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, que tinha como destinatário o comandante do Planalto. Henry traçara, exatamente, uma radiografia do Nordeste e pregava um melhor tratamento da União com a região. Naquele momento, Temer havia acabado de deixar Pernambuco de fora do pacote de concessões do Governo Federal e ainda deixara de atender pedido de compensação às perdas do FPE. Raul advertira, no documento, que o Nordeste vivia recessão mais profunda do que o resto do Brasil pela condição especial e que pagara o preço do incentivo à indústria de São Paulo, o qual rebatera no FPE e no FPM. O governo Temer começou errando na renegociação das dívidas dos Estados, quando quatro unidades do Sul e Sudeste - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul - ficaram responsáveis por 85% do valor devido à União, enquanto o Nordeste respondia apenas por 4,5% e saiu em desvantagem. Se Temer silenciou e não respondeu ao apelo, feito no papel, na prática, começou a realizar um esforço de comunicação com o Nordeste. Esteve em Pernambuco há 20 dias, quando passou também por Fortaleza.
De lá para cá, Paulo Câmara cobrou que o presidente tire um pouco o foco do Congresso e dê mais atenção a governadores e prefeitos. A despeito da crítica, Temer, ontem, de Maceió, enviou aceno ao socialista: "Mande um abraço para ele, que é muito gente boa". Mandou o recado por Raul Henry. Passou a andar pelo Nordeste em espécie de mea culpa. A conferir.

Paulo Câmara não compareceu à solenidade porque está com conjuntivite

PP trabalha por reequilíbrio
Alguns sinais já foram dados. Interlocutores já providenciam um encontro para calcular as mudanças viáveis. O PP, presidido no Estado por Eduardo da Fonte, trabalha para reequilibrar o espaço que ocupa na administração Paulo Câmara.

Contrapeso > Prevalece, entre progressistas, o entendimento de que a legenda não pode ter tratamento diferente, por exemplo, do PSD e do PR. O primeiro partido comanda a Secretaria das Cidades e o segundo, de Transportes. No PP, coloca-se esse pesos na balança como referência.
Proporção > O PP conta com o deputado federal mais votado, Eduardo da Fonte, com o estadual mais votado, Cleiton Collins, além de contabilizar a segunda maior bancada na Alepe, atrás apenas do PSB. São seis parlamentares representando o PP na Casa de Joaquim Nabuco.
Hipótese > Na Câmara de Veradores do Recife, progressistas também contam com a segunda maior bancada e a vereadora mais votada, Michelle Collins. Entre governistas, havia, ontem, quem ponderasse a possibilidade de o PP ir para o Porto
de Suape. Mas o novo espaço com o governo ainda será alinhavado.

Climão > Como a coluna cantou a pedra, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, confirmou, ontem, que o ingresso de Evandro Avelar na administração de Olinda não se deu por decisão partidária, mas pessoal e, ainda, grifou não ter sido consultado.

Situação > Como prevê a lista tríplice, oposição e situação à atual gestão de Carlos Guerra à frente do Ministério Público de Pernambuco organizaram-se em chapas. Pela situação, disputarão: Carlos Guerra (foto), Maviael Souza e Dirceu Barros.
Cofres > Pela oposição, concorrerão: Charles Lima, José Cavalcanti e Júlio César Soares. Rosemary Souto Maior ainda concorre por fora das chapas. O atual procurador geral enfrenta dificuldades de figurar como primeiro da lista devido às restrições financeiras, no MPPE, em sua gestão. Eleição será no dia 3.

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