Nomeações do PSB saem na próxima semana

Saída de Thiago Norões encerrou ciclo de mudanças que visaram a "desmontar oposição" interna

Queixas não faltaram e, em alguns socialistas, até agora, sobra angústia. O espaço cedido, recentemente, pelo governador Paulo Câmara ao PMDB agravou as expectativas de correligionários seus. As convocações de membros do PSB, no entanto, já têm data para acontecer. A partir da próxima semana, o Diário Oficial do Estado apresentará os cargos que serão ocupados por uma lista que inclui nomes como: Heraldo Selva, Adilson Gomes Filho, Jorge Gomes e Pedro Mendes, além de ex-prefeitos ou candidatos. As acomodações devem acalmar os ânimos nas hostes socialistas. A lógica primeira do Palácio das Princesas foi "desmontar", internamente, o que, eventualmente, pudesse funcionar como oposição ao próprio governo. Elegeu-se esse como primeiro passo e Raul Henry veio a cumprir uma missão nesse sentido. De alguma forma, havia lacunas na trincheira do governo, segundo interlocutores do Campos das Princesas observam, em reserva. A saída de Thiago Norões fechou um ciclo de mudanças na equipe governista que, segundo uma fonte que não quis se identificar, se deram para otimizar a consistência das relações no governo. Ainda que membro de outro partido, Raul Henry sempre foi próximo e da confiança de Eduardo Campos. Os dois mantiveram relação amistosa e de diálogo aberto, mesmo quando o PMDB estava na oposição local. Isso foi levado em conta. Hoje, faz-se um exercício, na administração socialista, de separar o joio do trigo. Em outras palavras, passou-se a fazer uma triagem de nomes que mereciam, de fato, a confiança de Eduardo Campos. Se Paulo Câmara e Geraldo Julio contam, até hoje, com o apoio da família Campos, alguns integrantes da administração ainda eram identificados como focos sobre os quais pairava alguma desconfiança. Há um entendimento, a partir de agora, que o time está montado sobre bases mais confiáveis e, nesse momento, a prioridade será chamar aqueles militantes tradicionais do partido, os quais cumpriram missões nas eleições municipais de 2016. Ainda que demais siglas aliadas sigam manifestando insatisfações em relação a espaço na gestão, a ordem, no Campo das Princesas, agora, é "priorizar o PSB".

Funções redistribuídas
Ao longo de 2017, a meta do governador Paulo Câmara será se concentrar ainda mais na administração. Caberá a Raul Henry, hoje secretário de Desenvolvimento Econômico, empenhar-se intensamente nas articulações em Brasília.

Articulação > Além dos nomes de Jorge Gomes, que concorreu à Prefeitura de Caruaru, de Adilson Gomes Filho, ex-prefeito de Moreno, de Pedro Mendes, ex-vice-prefeito de Ipojuca, e de Heraldo Selva, que disputou em Jaboatão, outro que deve assumir função no governo Paulo Câmara, é o ex-prefeito Yves Ribeiro.

Destino > Yves deve ser acomodado na pasta de Desenvolvimento Social Criança e Juventude, agora comandada por Roberto Franca, que também deve promover outras mudanças.

Lexotan > Ainda cobram mais representatividade, na administração socialista, siglas como o PDT e o PP. Terão que esperar um pouco. No caso do PCdoB, predomina o seguinte entendimento: "Renildo Calheiros vem para o governo se quiser".

Impasse > Na Assembleia Legislativa, alguns acordos para definição dos comandos das comissões desembocaram em impasse. Um exemplo diz respeito à Administração. O deputado Lucas Ramos está pleiteando a presidência do colegiado, a qual estaria hipotecada a Ricardo Costa, do PMDB.

Impasse 2 - Desde outubro, quando Ângelo Ferreira elegeu-se prefeito de Sertânia, Lucas vem trabalhando o nome para presidir Administração. Pauta-se pela lógica de que tendo sido o colegiado presidido pelo PSB no primeiro biênio, assim seguiria no segundo, mas Ricardo sinalizou interesse.

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