Números de mortes por motivação política preocupam

Gilmar Mendes pediu pressa na apuração da morte de um candidato a prefeito da cidade de Itumbiara

A CabanaA Cabana - Foto: Divulgação

 

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, reforçou, nesta quinta, o pedido de investigação do atentado em que o candidato à Prefeitura de Itumbiara, localizada a 204 quilômetros de Goiânia, José Gomes da Rocha, foi morto e o vice-governador de Goiás, José Eliton, baleado. Mendes classificou o episódio como “deplorável” e entrou em contato com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para solicitar celeridade na apuração do caso. Apesar do assassinato do candidato de Itumbiara, o pleito no município será realizado. 

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, o nome de José Gomes continuará aparecendo nas urnas, pois o equipamento já estaria lacrado e não havia tempo para a troca. Com isso, a direção local do partido deverá escolher um novo postulante e os votos dados ao candidato falecido serão computados para o seu substituto.
O corpo de José Gomes foi velado nesta quinta, no Teatro Municipal da cidade. O político foi assassinado por Gilberto Ferreira do Amaral, funcionário da prefeitura, que morreu no confronto após fazer os disparos, que vitimaram ainda um policial militar e deixaram dois feridos. “Se trata de um episódio chocante e deplorável para todos os títulos”, disse o ministro Gilmar Mendes. “Estamos nos preocupando, sim, com esse quadro de violência”, resumiu.
Até agosto, cerca de 20 candidatos haviam sido assassinados no País, sendo 11 deles no Rio de Janeiro. Na semana passada, o postulante a uma cadeira de vereador na capital fluminense, Marcos Falcon, foi executado dentro de seu comitê eleitoral. No domingo, outro candidato a vereador, mas do município de Itaboraí, região Metropolitana do Rio, também foi morto. Na Bahia, o prefeito e candidato à reeleição na cidade de Presidente Tancredo Neves, Balbino Mota (PV), teve o carro atingido por tiros, na última quarta-feira.
Questionado se os atentados têm relação com questões políticas, o presidente do TSE disse também estar preocupado com a participação de representantes de organizações criminosas no processo eleitoral. “Aparentemente, sim (crimes teriam motivações políticas), embora as autoridades do Rio disseram que havia disputa de algumas atividades ligadas ao crime comum, ordinário, mas isso envolve sempre milícias, narcotráfico. Alguns candidatos estão associados (ao crime organizado), o que traz uma outra preocupação, que é o crime organizado participando do crime eleitoral, que é algo delicado”, considerou.

 

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