Oposição coloca PEC das Diretas à frente em pauta de votação no Senado

O PT conseguiu inverter na manhã desta quarta a pauta na CCJ. Com isso, a PEC das Diretas passou do último para o primeiro item em discussão

Enquanto o presidente Michel Temer reunia a bancada do PMDB no Palácio do Planalto, a oposição fez avançar no Senado a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que pede a realização de eleições diretas.

O PT conseguiu inverter na manhã desta quarta-feira (24) a pauta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Com isso, a PEC das Diretas passou do último para o primeiro item em discussão.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) leu o relatório da matéria, abrindo caminho para votação do projeto já na próxima semana.

O texto prevê a realização de eleições diretas para os cargos de presidente e de vice em caso de vacância em até três anos de mandato.

Atualmente, a Constituição determina que sejam feiras eleições diretas se os cargos de presidente e vice ficarem vagos nos dois primeiros anos de mandato.

Para os dois últimos, de acordo com as regras em vigor, existe um prazo de 30 dias para convocações de um pleito por meio no voto indireto.

A sessão transcorreu sem nenhum tumulto e praticamente sem a presença da base governista, já que a bancada do PMDB estava em reunião no Planalto.

A movimentação do Senado foi diferente da ocorrida na terça (23) na Câmara. Deputados da base governista barraram a tramitação de outro projeto, de Miro Teixeira (Rede-RJ), que também prevê a realização de eleições diretas.

O PT tem defendido a saída de Temer e sua substituição por meio do voto popular. O plano do partido é lançar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Palácio do Planalto.

Já as demais siglas, com exceção de partidos de esquerda, querem evitar a realização de eleições diretas, justamente para que Lula não seja eleito.

Apesar de estar com sua imagem afetada pelas denúncias que pesam contra si, o ex-presidente continua liderando pesquisas de intenção de votos feitas pelo Datafolha.

A crise política e as acusações contra Temer têm intensificado o sentimento de parlamentares - tanto de oposição quanto os governistas - de que o governo se aproxima do fim.

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