Oposição critica e base aplaude a decisão de Temer

Líderes da oposição afirmam que governistas, com a anuência de Temer, estavam por trás da proposta

Silvio Costa afirmou que Marisa Letícia era primeira-dama com "com cheiro de povo"Silvio Costa afirmou que Marisa Letícia era primeira-dama com "com cheiro de povo" - Foto: Paullo Allmeida/arquivo folha

 

A oposição reagiu às declarações do presidente Michel Te­mer (PMDB) de que foi feito um acordo para barrar a aprovação da anistia ao caixa dois, que consta no pacote anticorrupção. Ex-vice-líder do governo Dilma Rousseff, o deputado federal Silvio Costa (PTdoB) disse que a articulação da anistia foi feita pela base governista, com anuência de Temer, e afirmou que a declaração do peemedebista contra a proposta ocorreu para desviar o foco do imbróglio envolvendo a saída dos ministros Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira (Governo).

A opinião é compartilhada por outros líderes da oposição, como Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Afon­so Florence (PT-BA). Já a base governista aprovou a posição. Silvio destacou que o episódio envolvendo Geddel implodiu a articulação que o ex-ministro, com aval de Temer, estaria consolidando na Câmara dos Deputados, junto à base. Segundo o deputado da oposição, quando a base de Temer estava consolidando a proposta da anistia, o cenário mudou com o imbróglio envolvendo os ex-ministros. 

“(Temer) perdeu as condições de bancar isso (anistia). Jamais a base faria essa movimentação sem a anuência dele e de Geddel. Ele faz isso hoje (ontem) pa­ra mudar o foco”, declarou.
Às vésperas do acordo de delação premiada da construtora Odebrecht, parlamentares intensificaram a articulação para aprovar a medida, com participação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O democrata esteve, ontem, ao lado de Temer, quando o peemedebista se disse contrário à proposta. O próprio Temer sinalizou, durante a semana, que não se oporia à proposta.
Integrante da base governista, o deputado federal Betinho Gomes (PSDB) avaliou como acertada a posição do presidente da República de barrar a medida. O tucano retrucou a ideia de que a articulação surgiu na base do governo. “O assunto surgiu envolvendo deputados de vários partidos. Não veio da base do governo”, afirmou.
A aprovação da anistia e o imbróglio envolvendo Geddel criaria um ambiente tumultuado para o Palácio do Planalto. Entretanto, a decisão de Temer “respeitou a sinalização das ruas”. “Demorou, mas saiu. Sinal de que está se respeitando a sinalização da população”, pontuou. No mes­mo sentido, o deputado federal Daniel Coelho (PSDB), defendeu a posição de Temer. “Tanto na saída de Geddel quanto na sinalização contra anistia, Temer mostrou sintonia com a maioria”, disse.

 

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