Oposição permanece sem consenso

O objetivo maior é garantir espaços na Casa e a eleição de um presidente que conduza o Legislativo de forma democrática, mas ainda não há um nome que uniformize o pensamento das legendas

Hoje, PCdoB, sob presidência de Luciana, se reunirá para decidir em quem vai votarHoje, PCdoB, sob presidência de Luciana, se reunirá para decidir em quem vai votar - Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

 

Após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a oposição se articula para tentar manter a unidade na Câmara Federal e terá um desafio estratégico pela frente: definir uma posição na disputa pela presidência da Casa. Enquanto a candidatura do único nome do bloco antagonista, André Figueredo (PDT), não deslancha, PT, PCdoB e PDT seguem fragmentados e buscam uma posição que fortaleça as siglas. O objetivo maior é garantir espaços na Casa e a eleição de um presidente que conduza o Legislativo de forma democrática, mas ainda não há um nome que uniformize o pensamento das legendas.

Hoje, petistas se reúnem, em Brasília, e os comunistas, em São Paulo, para definir posição. A direção do PDT também se reúne hoje e a expectativa é se manterá a postulação de Figueredo. Os petistas tendiam a apoiar Rodrigo Maia, mas Jovair Arantes também passou a ser considerado por assumir compromissos de manter proporcionalidade.

"O que o partido vai defender é o critério da proporcionalidade nos espaços da Casa. Maia defende isso e Jovair também. Vamos amadurecer, mas não é o momento de construir candidatura própria", avaliou Paulo Teixeira (PT-SP). Na semana passada, o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), participou do lançamento da candidatura de Jovair e defendeu que "a bancada do PT quer participar efetivamente da Mesa da Câmara na proporcionalidade". Nos bastidores, petistas admitem dificuldades para explicar em suas bases sociais um voto a Maia ou Jovair.

A presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, admitiu que a oposição vem enfrentando dificuldades para construir uma alternativa, mas que o mais importante é evitar a volta de forças conservadoras para o comando da Casa. "O principal é afirmar o papel do legislativo e evitar o pior resultado que é o centrão ganhar. Não podemos permitir que a pauta conservadora volte e não podemos nos isolar", avaliou.

PSB
Em reunião, ontem, a bancada do PSB decidiu não lançar candidatura própria para a Presidência da Câmara. A tendência é que a sigla apoie novamente Rodrigo Maia, mas a legenda ainda não fechou com nenhum nome.

 

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