Oposição tem aceno de Maia para privatização passar pelo Congresso

"Rodrigo já disse que concorda que esse debate deve passar pelo Congresso"

Dep. Rodrigo MaiaDep. Rodrigo Maia - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir de um café da manhã realizado há uma semana na residência oficial de Rodrigo Maia, a oposição deve passar a ter encontros regulares com o presidente da Câmara Federal. Não foi inédita a reunião, mas foi o primeira de onde saiu uma diretriz mais objetiva: a Oposição deve passar a apresentar projetos que gerem convergência na Casa, de forma que Rodrigo possa ajudar a ala oposicionista a dar andamento a temas de seu interesse. "O que a gente combinou com ele é que, na medida em que ele tem um diálogo com com a Oposição, isso ajuda no relacionamento na Casa", relata o líder do PSB, Tadeu Alencar. "Não temos número para aprovar PEC, mas temos número para atrapalhar", pontua Tadeu, citando exemplos de obstrução. Daí, considera que Oposição e Centro formam maioria sempre e um eventual pacto desse conjunto é capaz de resolver qualquer matéria. Rodrigo tem disposição, segundo Tadeu, de pautar temas de interesse dos oposicionistas, desde que sejam pautas que gerem convergência, que sejam passíveis de apoio de outros setores.

Um dos tópicos no radar da Oposição é a importância do Congresso Nacional ter poder de decisão sobre a venda de subsidiárias de estatais. "É importante que o Congresso possa decidir sobre isso e Rodrigo já disse que concorda que esse debate deve passar pelo Congresso", informa Tadeu à coluna. E pondera: "Além da agenda ultraliberal, visão da qual Rodrigo partilha, é importante contemporizar essa agenda com projetos da Oposição, que possam gerar convergência". O Supremo Tribunal Federal decidiu que o processo de venda ou perda de controle acionário de subsidiárias das estatais não precisa de aval do Congresso Nacional para ser realizado e é isso que os parlamentares querem mudar, via PEC ou outro instrumento.

 

Café com o presidente
Esse primeiro encontro mais resolutivo da oposição com Rodrigo Maia reuniu ainda Alessando Molon (líder da Oposição), Jandira Feghali (líder da Minoria), Paulo Pimenta (líder do PT), Daniel Almeida (líder do PCdoB), André Figueiredo (líder do PDT) e ainda os parlamentares: Marcelo Freixo (PSOL), João Campos (PSB) e Lídice da Mata (PSB), Carlos Zarattini (PT), Orlando Silva (PCdoB), Alice Portugal (PCdoB), Paulo Teixeira (PT).
Em Palácio > Presidente estadual do MDB, Raul Henry deve almoçar com o governador Paulo Câmara na sexta-feira. Os dois se encontram na mesma semana que Miguel Coelho selou filiação ao partido comandado por Henry.
Fica ou não > Ex-prefeito de Jaboatão, Elias Gomes pretende concorrer à Prefeitura do Cabo. Diz que vai fazer "trabalho de formiguinha". Pondera o seguinte: "Todas as vezes que fiz deu certo. Quando não fiz, não deu". Mas ainda não sabe se fica no PSDB. "Prefiro que o tempo passe, que as coisas evoluam", pontua.
Sem atalho > Elias avalia que João Doria "cedeu à tentação de fazer voto Bolsodoria". Vê "incoerência", "cálculo político de quem é mais pragmático que eu". E assinala: "Às vezes, prefiro o sacrifício da derrota ao atalho da incoerência política".
Sentença 1 > O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) negou pedido do Sindicato dos Auditores do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (Auditores Sindical) de ser a instituição representante da categoria de auditores do TCE-PE, não reconhecendo a existência legal dela nem permitindo a obtenção de registro sindical.
Sentença 2 > A sentença confirmou o Sindicato dos Servidores do TCE-PE (Sindicontas-PE) como único órgão representante de todos os cargos de servidores que compõem o Tribunal. 

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