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Para aliados de Armando, o melhor é não arriscar

"Seria um erro mortal", adverte uma pessoa próxima ao petebista

 Armando Monteiro Armando Monteiro - Foto: Arquivo Folha

A menos de uma semana da eleição, entre os fatores que pesam aos olhos de integrantes da coligação Pernambuco Vai Mudar aparece a seguinte variável: em Pernambuco, Armando Monteiro Neto consegue tanto reunir votos entre os eleitores do presidenciável Fernando Haddad, como também alcança aqueles que votam em Jair Bolsonaro. O petista e o capitão reformado polarizam na disputa presidencial, cenário que se repete quando o universo se resume ao Estado. Pesquisa Ibope, divulgada ontem, apontou o postulante do PSL subindo quatro pontos, atingindo 31% (tinha 27%). Haddad pontuou 21% (tinha 21%). Pela amostra, Bolsonaro marca 10 pontos à frente do petista, a despeito da mobilização #EleNão, realizada no último sábado em vários estados e no exterior. Até o momento, pela pesquisa, o ato não teve o efeito de inibir o crescimento do presidenciável. De outro lado, a rejeição do petista saltou de 27% para 38%. Bolsonaro manteve sua rejeição em 44%. Dada a conjuntura, um aliado de Armando Monteiro, em reserva, adverte: "Ele não quer entrar nesse debate. Seria um erro mortal". E acrescenta: "Se ele declarar, perde tudo isso (simpatias dos dois lados)". Nas hostes da Pernambuco Vai Mudar, os nomes ventilados para receberem apoio seguem desidratando, a exemplo de Marina Silva, que pontua 4% (tinha 6%) e de Ciro Gomes, com 11% (tinha 12%). "Ele não vai mais declarar voto no 1º turno", assegura outra pessoa próxima ao petebista.

Na reta final, petista entra na mira
Se o embate mais duro na corrida pelo Senado em Pernambuco se dava entre os deputados federais Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos, na reta final da campanha, o petista Humberto Costa entrou na mira dos disparos. A ofensiva deu-se no tempo dos dois candidatos ao Senado da coligação Pernambuco Vai Mudar, Bruno Araújo e Mendonça Filho.

Direito... > A propaganda, levada ao ar no sábado, cita a Operação Lava Jato, diz que Humberto recebeu R$ 591 mil para campanha e que vai ser julgado por Sérgio Moro. No TRE, ontem, o jurídico da Frente Popular conseguiu direito de resposta.

...de resposta >
Carlos Neves, que está à frente do jurídico da Frente Popular, observa: "A PF pediu arquivamento. O MP pediu prosseguimento, mas nem, sequer, ele é denunciado, processado, não vai ser julgado". Segundo ele, foi dado direito de resposta nos tempos destinados a Mendonça Filho e a Bruno Araújo.

Mutirão > No TRE ontem, deu-se a sessão mais longa desse período eleitoral. Foi de 9h às 19h com uma hora de almoço. Havia 67 processos na pauta dada a urgência, uma vez que o horário eleitoral já se encerra na quinta.

Foco >
O deputado Jarbas Vasconcelos concentra a última semana da corrida pelo Senado na Região Metropolitana. No fim de semana, percorreu seis cidades do Agreste em um dia e meio.

Aposta 1 > O PPS aposta muito na eleição de Karla Falcão para a Assembleia Legislativa. Ela é a investida também de movimentos como Acredito, Renova Br e Livres, que pregam a renovação.

Aposta 2 > Ontem, o apresentador da TV Globo, Luciano Huck, que chegou a cogitar filiar-se ao PPS, doou R$ 5 mil para candidatura de Karla Falcão, cujo comitê, em Casa Forte, foi atacado na semana passada.

Mobilização > Raul Henry comanda grande encontro de mobilização "Tô com Raul na reta final", amanhã, às 19h, no Paço Alfândega. Presidente do MDB no Estado, Henry, que foi vice-governador de Paulo Câmara, concorre a uma vaga na Câmara Federal.

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