Para o governo, pesquisa mostra dificuldade em candidatura apoiada por Temer

No levantamento, Henrique Meirelles (PSD), Rodrigo Maia (DEM) e Paulo Rabello (PSC) não chegaram individualmente a pontuar 3%

Henrique Meirelles, ministro da FazendaHenrique Meirelles, ministro da Fazenda - Foto: Reprodução/ Facebook

O desempenho dos candidatos governistas na última pesquisa Datafolha foi avaliado pela equipe do presidente Michel Temer como um sinal de que o Palácio do Planalto terá dificuldades de emplacar um nome para a disputa eleitoral. No levantamento, publicado nesta quarta-feira (31), os três principais nomes do campo governista -Henrique Meirelles (PSD), Rodrigo Maia (DEM) e Paulo Rabello de Castro (PSC)- não chegaram individualmente a pontuar 3% das intenções de votos nos diferentes cenários.

O desempenho dos três aumentou o pessimismo no entorno do presidente sobre o lançamento de um candidato que defenda abertamente o legado da atual administração, em uma tentativa de melhorar os índices de popularidade do governo.

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Alckmin
Nesse cenário, cresce a defesa para que o presidente apoie uma candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que, em um dos cenários da pesquisa, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a 11%. Para eles, no entanto, ainda é cedo para concluir quem será o maior beneficiário dos votos do petista, uma vez que uma parcela dos eleitores da esquerda ainda não conhece Jaques Wagner (PT) e tem citado nomes conhecidos, com recall eleitoral, como Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSC) e Geraldo Alckmin.

Apesar do cenário pessimista dos candidatos governistas, assessores e auxiliares presidenciais lembram que, sem o petista na disputa, o número de indecisos e brancos chega a 32%, o que cria uma margem para o lançamento de um nome ainda fora do radar político.

Na avaliação do governo, caso a reforma previdenciária seja aprovada, tanto Maia como Meirelles podem ganhar força no cenário eleitoral. Se ela fracassar, contudo, ambos devem sair enfraquecidos, aumentando ainda mais o desgaste de imagem do governo federal.

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