Para Raul Henry, União "dá esmola com chapéu do outro"

Na avaliação do emedebista, na hora de abrandar o preço diesel, União corre atrás dos Estados

Em meio ao debate gerado pela greve dos caminhoneiros e às interrogações sobre quem deve pagar a conta da redução do preço do diesel, o vice-governador do Estado, Raul Henry, à coluna, sublinha que a "concentração de recursos, pela União, ao longo do tempo, foi muito grande". Realça que o "os estados ficam com, aproximadamente, 25% do bolo tributário, os municípios com 15% e a União, com 60%". E emenda: "Quando você vai ver, quem assume a maior parte das despesas com Segurança, Saúde e Educação são os Estados e municípios". Na esteira, observa o emedebista, "toda política de subsídio que o Governo Federal faz, não faz em cima dos impostos dele, faz em cima do IPI, que é receita compartilhada". Ou seja, conclui Henry, "dá esmola com o chapéu do outro". Na esteira, Raul desabafa: "Pernambuco se credenciou para receber R$ 600 milhões de empréstimo do BNDES e, por retaliação política, o recurso não foi emprestado". O vice-governador, então, adverte que "só o aumento da folha da Polícia Militar deste ano foi de R$ 600 milhões". E arremata: "Mais do que isso: o Governo Federal pode emitir título da dívida e pagar suas despesas e o Governo do Estado não pode fazer isso". Outro elemento enumerado por Henry, nessa balança, na qual ele aponta desequilíbrio entre o "cobertor" do Estado e o da União é o fato de estados do Nordeste estarem "menos endividados e com superávit primário do ano passado, quando quem teve déficit foi a União". Henry dispara: "O dinheiro fica todo na União e, na hora de o sujeito abrandar o preço do óleo diesel, vai correr atrás dos Estados".

Primeiro da fila
Deputado do Paraná, Nelson Meurer (PP) foi o primeiro condenado da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A pena engloba 13 anos, 9 meses e 10 dias em regime fechado e a decisão deu-se por unanimidade dos cinco ministros da turma. Como o deputado ainda tem direito ao recurso de embargos de declaração, não será preso de imediato.

Câmara de gás > A condenação de Meurer a 13 anos acende alerta na bancada federal investigada pela Lava Jato. Em setembro, chegará, à turma, a ministra Cármen Lúcia, no lugar de Dias Toffoli, que passa a presidir do STF. A ministra é considerada rigorosa e com tendência a acompanhar Edson Fachin e Celso de Mello.

Digital > Ontem, em sessão na Assembleia Legislativa, Rodrigo Novaes criticou a bancada de oposição por não citar o nome do ministro das Minas e Energia que aprovou o novo método de aumento do preço dos combustíveis na Petrobras. Indireta para o deputado federal Fernando Filho, ex-ministro do governo Michel Temer.

Aresta 1 > Em tempo de amarração de alianças visando ao pleito deste ano, o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, ficou insatisfeito com a resposta do Governo do Estado ao pleito da cidade por escolta da PM para combustível, feito no último sábado.

Aresta 2 > Após negociação com caminhoneiros, a gestão de Anderson Ferreira conseguiu escoltar o combustível com auxílio da guarda municipal, uma vez que o Estado alegou que o pedido da cidade precisava entrar no cronograma de prioridades.

Remarcado > A homenagem que o Caxangá Ágape faria ao deputado federal Jarbas Vasconcelos, hoje, terminou cancelada diante da crise dos transtornos causado pela crise dos combustíveis. O encontro será remarcado, mas ainda sem nova data.

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