Paralisação faz Alckmin cancelar agenda de presidenciável

Do ponto de vista de exposição à mídia, seria um desperdício de recursos falar da pré-campanha enquanto o noticiário está dominado pelos efeitos cumulativos da paralisação nas estradas.

Ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)Ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) cancelou sua agenda de pré-campanha nesta sexta (25) e neste sábado (26) devido ao movimento dos caminhoneiros. O tucano iria para Rondônia e Mato Grosso do Sul, mas desistiu na noite de quinta (24).

O motivo é duplo. Do ponto de vista de exposição à mídia, seria um desperdício de recursos falar da pré-campanha enquanto o noticiário está dominado pelos efeitos cumulativos da paralisação nas estradas. Mais importante, contudo, é a necessidade de o pré-candidato modular o discurso para enfrentar o ainda incerto rumo do movimento.

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Na cúpula tucana, há defensores de que a greve não é greve, e sim simplesmente um locaute - quando há um conluio entre empregadores e trabalhadores para obter vantagens na negociação, em detrimento do público. Outros identificam que há elementos autônomos no movimento, o que dificulta uma definição precisa do que está ocorrendo.

De uma forma ou de outra, a necessidade do desbloqueio das rodovias para permitir quem quer trabalhar de seguir em frente parece ser um consenso na sigla - todos lembram que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) só dobrou um movimento similar em 1999 quando ameaçou usar as Forças Armadas na missão.

Até aqui, Alckmin criticou a condução da crise pelo Palácio do Planalto, indicando que os caminhoneiros já alertavam o governo sobre a iminência do movimento. O tucano defendeu a permanência do presidente da Petrobras, Pedro Parente, no cargo, mas afirmou que algum mecanismo para aliviar o impacto da variação do preço do diesel na bomba poderia ser estudado.

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