Paulo Câmara e João Paulo vão à mesa no Palácio

O socialista e o petista se encontraram dois dias depois de o PT decidir que terá candidatura própria em 2018

Joao PauloJoao Paulo - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Ao final da sessão de reabertura dos trabalhos na Alepe, anteontem, o governador Paulo Câmara, antes de deixar a Casa, passou pelo Buraco Frio, onde, além de deputados reunidos, também estava o ex-prefeito João Paulo. Resultado: o socialista e o petista tomaram um café juntos. E, consequentemente, trocaram uma ideia. Ali, estavam cercados de parlamentares, mas o encontro foi esticado. O diálogo teve sequência no Palácio das Princesas. Dessa vez, de forma mais reservada. Independente da pauta, a conversa soa como um gesto de ambos os lados. Sinal de que os laços entre o PSB e o PT não estão, de todo, rompidos. João Paulo e o governador tem amigos em comum, a exemplo do secretário estadual da Fazenda, Marcelo Barros, que foi professor do petista. Barros também foi secretário de Finanças da PCR na gestão do PT.

 O encontro de Câmara com João Paulo se deu dois dias após o PT-PE decidir que terá candidatura própria ao Governo do Estado. Entre os nomes cotados para encabeçar uma chapa majoritária, figura o da vereadora Marília Arraes, que tem feito duras críticas ao Governo do Estado. Marília se mostra disposta a ir ao enfrentamento com o PSB e esteve em audiência com Lula. O líder-mor do PT vinha defendendo uma candidatura própria em Pernambuco como opção prioritária. Presidente do PT-PE, Bruno Ribeiro, por sua vez, já declarou que, por enquanto, não há um nome que unifique a sigla. Ainda que Marília suba o tom, desde já, contra concorrentes, nas coxias do PT, prega-se cautela porque existe um 2º turno à vista, quando o PT pode ser empurrado a dialogar com outras siglas. Com o PSB, desde já, há pontes erguidas, ao menos, entre João Paulo e Paulo Câmara.

Reformas à vista
Temer conseguiu 263 votos a favor do arquivamento da denúncia contra si, mais 19 ausências e duas abstenções. Agora, precisa de 308 votos para aprovar as reformas que pretende.

Check-in : De Pernambuco, só João Fernando Coutinho não ficou para votação. Esteve no plenário até as 20h. Já passava das 21h30, quando os pernambucanos começaram a votar.

Me dê motivo : João Fernando retornou para o aniversário da cidade de Água Preta hoje. Ausência e abstenção contavam ponto a favor de Temer. De PE, foram 13 votos "sim" e 11 "não".

Campo minado : Silvio Costa fez questão de grifar que os votos "não" também ajudaram Temer. "Neguinho deu ‘não’ aqui para ajudar o governo", arremessou, ao contabilizar 214 votos "não" no placar e registrar que, sem eles, não haveria quórum.

Orientou "não" : Líder do PSB, Tereza Cristina atendeu o pedido do presidente da sigla, Carlos Siqueira, que enviou-lhe carta, na quinta, como a coluna cantou a pedra, solicitando que orientasse a bancada pelo acolhimento da denúncia.

Day After : Líder do PSDB, Ricardo Trípoli orientou voto a favor da denúncia. Na hora, Laerte Bessa gritou que o partido deveria entregar ministérios. Ainda que o PSDB esteja rachado, Temer deve manter uma ala ao seu lado, visando às reformas.

Pizza :
Danilo Cabral afirmou que Temer transformou o Planalto num “drive thru” de compra de votos. “Deputados ganharam combo de emendas e cargos. Isso sem falar no ‘delivery’. Ele mesmo, tal qual entregador de pizzas, levava pessoalmente o kit à casa dos parlamentares”, criticou.

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