Paulo Câmara recebe Haddad em tempo de definições no PT-PE

Governador oferece almoço amanhã

Paulo Câmara oferece almoço a Fernando Haddad neste sábadoPaulo Câmara oferece almoço a Fernando Haddad neste sábado - Foto: Andréa Rêgo Barros/PSB

Em Brasília, o governador Paulo Câmara estará presente, hoje, na reunião do Diretório Nacional do PSB que vai apreciar os pareceres do Conselho de Ética sobre os dez deputados que votaram a favor da reforma da Previdência. Entre os parlamentares alvos da reação do partido, está o pernambucano Felipe Carreras. Mas uma força-tarefa agiu no sentido de baixar a temperatura, visando à permanência de Carreras na sigla. Como a coluna registrara, Paulo chegou a chamar Felipe para almoço no Palácio das Princesas no momento mais crítico no intuito de fazer um gesto e atitudes similares foram tomadas por outros correligionários. Entre socialistas, não há mais expectativa de expulsão, talvez de uma pena mais branda.

A despeito do parecer do Conselho de Ética, o diretório dá a palavra final e Pernambuco tem peso. Cumprida essa missão na Capital Federal, onde se encontra desde a quinta-feira, Paulo Câmara retorna amanhã pela manhã ao Estado e tem outra tarefa política pela frente: vai receber o ex-candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, em almoço no Palácio das Princesas. O petista comanda caravana Lula Livre pelo Nordeste. Passa, hoje, pelo Ceará e, amanhã, será o protagonista de Ato em defesa da Educação, da Amazônia e por Lula Livre, às 10h, no Mercado de Casa Amarela, no Recife. Haddad chega ao Estado no momento em que a corrente majoritária do partido, a CNB, uniu-se em torno de Doriel Barros para concorrer à presidência do PT-PE, movimento que pode sinalizar um reforço à tese que já é tendência no grupo: a manutenção da aliança com o PSB em 2020 na Capital. De outro lado, as deputadas Marília Arraes e Teresa Leitão lançaram chapa com críticas à aliança com o PSB. Não faltam partidos na fila para ocupar a vice da chapa socialista no pleito do ano que vem, que deve ter João Campos como postulante.

O PT visa ao posto. A relação PT/PSB, então, naturalmente, vai à mesa do almoço que Paulo oferecerá a Haddad amanhã e reunirá outras lideranças, entre elas o senador Humberto Costa.

Socialistas vigilantes
Além de Paulo Câmara, Geraldo Julio também seguiu para Brasília. Embarcou na noite de ontem e também estará na reunião do diretório. A cúpula do PSB anda atenta ao caso Felipe Carreras, que passou a ser assediado pela Oposição, dado o risco de expulsão do PSB. Em julho, quando o diretório fechou questão contra a reforma da previdência, Câmara não compareceu por questão de agenda.
Só avisando > Na última terça-feira, Felipe Carreras, em seu Twitter, fez ponderação dura em relação ao partido. "Infelizmente, meu partido (PSB) ainda não definiu a questão sobre o aumento de R$ 2 bilhões do fundo eleitoral, quero dizer, de forma antecipada, que votarei contra".
Caro que... > Líder do PSB, o deputado Tadeu Alencar, à coluna, pontua que essa discussão está "um pouco enviezada". Diz que é preciso saber se Felipe Carreras é a favor do financiamento privado. Lembra que esse modelo já deu problemas, identificados pela Lava Jato. "A crítica ao aumento precisa ser esclarecida, se concorda com o modelo", pondera Tadeu.
...sai barato > Tadeu argumenta que o financiamento público permite que você tenha pessoas sem influência do poder econômico para disputar eleição. E adverte: "Democracia custa dinheiro. Financiamento público protege melhor o País: é um caro que sai barato. Caro mesmo é ter decisão do Congresso influenciada pelo poder econômico".
Erro de cálculo > No calor do debate, Carlos Siqueira chegou a falar que os deputados teriam que restituir o dinheiro que o partido investiu em suas campanhas e Carreras, entre os dez desobedientes, seria cobrado. A despeito do duro embate, pessoas próximas já apostam que "o castigo de Felipe será ter que ficar no PSB".

 

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