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Paulo Câmara sobre a liderança do PSB: 'Torço por Danilo'

Governador quer bancada unida, mas com nome de PE à frente

Paulo CamaraPaulo Camara - Foto: Anderson Stevens

O deputado federal Danilo Cabral deve ter encontro com o deputado Alessandro Molon na próxima terça-feira. Na pauta, a liderança do PSB na Câmara Federal. Os dois concorrem à sucessão de Tadeu Alencar, que já afirmou, à coluna, buscar um entendimento. Diante das variedades regionais que permeiam a bancada, no entanto, o atual líder também ponderou o seguinte: "Não posso dizer que vai ter que ser um companheiro do meu Estado". Se Tadeu realça não se tratar isso de um "acordo territorial", evitando tomar partido, o governador Paulo Câmara, por sua vez, vice-presidente nacional do PSB, não hesita em externar que é importante para Pernambuco manter essa representatividade.

Indagado pela coluna sobre o tema às vésperas da decisão ser tomada, Paulo Câmara, em primeiro lugar, disse o seguinte: "Defendo que a bancada se una em torno de um nome". E, então, emendou: "E torço por Danilo!". O deputado Danilo Cabral já havia adiantado à coluna que Paulo Câmara "tem trabalhado por esse entendimento". Danilo já recolheu assinaturas: juntou 17 de uma bancada de 29 para o caso de precisar. "Se precisar usar a lista, nós usaremos a lista", avisara, embora a prioridade, segundo ele, seja "construir a unidade da bancada". Caso não se chegue ao entendimento, Danilo não tem arrodeado. "Nós temos um documento que nos coloca na condição de líder a partir de fevereiro desse ano". Além do documento, então, Danilo conta com a simpatia do governador de Pernambuco, Estado que exerce protagonismo no PSB muito em função do desempenho eleitoral que expressa e essa representatividade está em jogo. Molon é do Rio de Janeiro. A conferir.

 

Joaquim assina nota recuando
Ainda na manhã de ontem, o ex-governador Joaquim Francisco, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, externara que seu nome estava à disposição das Oposições para concorrer à Prefeitura do Recife. Admitiu, inclusive, a possibilidade de atravessar do PSDB para o PSL. À tarde, no entanto, entrou em contato com a coluna e informou que tomou a decisão de recuar e retirar seu nome do páreo.
Sobremesa> A desistência foi anunciada após almoço que Joaquim teve com o vereador André Régis. Antes, Joaquim apontara, na Rádio Folha, a antecipação do debate de 2022 como uma das razões que motivariam uma travessia do PSDB para o PSL, dada a rivalidade entre Jair Bolsonaro e João Doria.
Coxias > O ex-governador registrou que não chegou a conversar com Anderson Ferreira nem com Bruno Araújo sobre troca de sigla. Mas relatou que a chance de ele concorrer foi aventada em conversas durante almoço na casa do presidente nacional do PSDB.
Pano de fundo> O referido almoço fora oferecido por Bruno ao secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. "Tive um almoço, mas era com fins previdenciários", contou Joaquim bem-humorado. Na avaliação dele, "o conjunto da Oposição com o apoio do presidente Bolsonaro ganha a eleição no Recife". Defende que há um "cansaço do PSB".
Medalha > Através do Centro de Estudos Judiciários, o TJPE agraciou, ontem, 12 personalidades com a medalha do Mérito Desembargador Geraldo Campos. Entre os homenageados, o presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro. O desembargador José Fernandes de Lemos comunicou ter sido convidado pelo desembargador Fernando Cerqueira a permanecer à frente do CEJ. 

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